Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Nelson Jobim (Defesa) não fecharam ontem os números para o reajuste dos militares. De acordo com assessores, os técnicos ainda não concluíram as análises e os dois ministros vão manter as negociações.
As negociações sobre o aumento de salário dos militares foram suspensas em janeiro, quando Bernardo anunciou a impossibilidade de conceder reajustes - para civis e militares em decorrência da perda da arrecadação da CPMF.
Bernardo e Jobim fazem mistério em torno dos percentuais analisados para a concessão de reajustes. Técnicos que trabalham nas avaliações já consideraram vários números.
Inicialmente, a idéia era conceder aumentos escalonados e várias possibilidades foram colocadas, como variações de 27% a 37%. Recentemente, os percentuais foram reduzidos de 8% a 16%.
Os ministros avaliam ainda a hipótese de conceder uma espécie de abono para os recrutas. Mas essas são apenas algumas alternativas que estão em estudo no Planejamento e na Defesa.