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NacionalPF prende suspeitos de plano para matar autoridades em Alagoas

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28 de março de 2008
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A Polícia Federal de Alagoas prendeu na quarta-feira quatro suspeitos de participar de um plano, nunca concretizado, para matar o procurador da República Rodrigo Tenório, da Procuradoria da República em Arapiraca, e o juiz da 8ª Vara Federal, Rubens Canuto Neto. Os presos são suspeitos de fazer parte de uma quadrilha de pistoleiros e de roubo de carga.

O procurador e o juiz federal tiveram participação na Operação Carranca, realizada em novembro de 2007 pela Polícia Federal, que investigou esquemas de desvio de dinheiro público da União, repassados por meio de convênios a prefeituras do interior de Alagoas.

Parte do dinheiro destinado a construção de escolas, casas populares, saneamento e pavimentação de ruas era desviado por meio de licitações superfaturadas ou por irregularidades na execução dos projetos. O desvio teria chegado a R$ 20 milhões, segundo a PF.

De acordo com a PF, o plano para matar as duas autoridades tem relação com alguns dos investigados na operação. Na época, 20 pessoas foram presas.

Entre os quatro presos anteontem estão um policial rodoviário federal, acusado de fornecer informações à quadrilha, e um cabo da Polícia Militar, detido em flagrante por posse ilegal de arma que não era da PM.

Três dos suspeitos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal e um quarto estava foragido até o início da noite de ontem.

A PF cumpriu também 22 mandados de busca e apreensão nos municípios de Atalaia (44 km de Maceió) e Tanque d'Arca (101 km de Maceió), sendo um deles na casa de um delegado da Polícia Civil.

O diretor-geral da Polícia Civil de Alagoas, Marcilio Barenco, disse que ainda não havia sido informado oficialmente sobre as suspeitas contra o delegado, mas disse que, caso sejam confirmadas, poderá ser aberto processo administrativo.

Desde a descoberta do plano, ocorrida no final de janeiro, Tenório e Canuto Neto passaram a receber proteção da PF e de agentes de segurança institucional do MPF e da Polícia Rodoviária Federal.

Segundo o Ministério Público Federal, os pistoleiros foram contratados por R$ 100 mil para matar o procurador e o juiz.

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