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População de São Luís reprova suspensão do Serviço Velado

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Data de Publicação: 28 de março de 2008
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A opinião das pessoas é que somente os envolvidos na denúncia tivessem sido afastados

A notícia das “férias” de 30 dias do Serviço Velado da Polícia Militar deixou a população de São Luís apreensiva. Muitos dos entrevistados pela reportagem do Jornal Pequeno, no centro da capital, não sabiam o significado do termo ‘velado’. Mas bastava uma explicação, para a revolta com a suspensão do Serviço vir à tona.

Todos os entrevistados acreditam que a ação dos bandidos aumentará após essa medida. E a grande maioria não se conforma com o fato de denúncias oriundas de famílias de bandidos terem influenciado na decisão de suspender o Serviço Velado. Para eles, o correto seria afastar apenas os policiais envolvidos nas denúncias, e manter o restante em atividade.

O Serviço Velado é formado por policiais militares que têm a tarefa de percorrer a cidade em busca de criminosos de alta periculosidade. Segundo dados do próprio Comando do Policiamento Metropolitano da capital, a maioria das ações do grupo vinha sendo positiva.

Confira o que a população de São Luís pensa sobre o assunto. (Da Redação)

O que você acha da suspensão do Serviço Velado?

“Ruim.

Com certeza, teremos o efeito gangorra: diminuem os policiais e, consequentemente, aumentam os assaltos. Isso sem falar que, quem ainda não tinha decidido ser bandido, encontrou na suspensão do Serviço Velado uma razão para optar pelo crime”, Walky Ferreira Marques, taxista.

“Erradíssima. Nós, que trabalhamos no ramo de loterias, vamos sofrer ainda mais. Somos alvos de assaltos constantes. Se mesmo com o Serviço Velado, a segurança era falha, imagine sem. Isto é um erro. Estão protegendo bandidos, sem se importar com os cidadãos de bem”, Rosilene Gusmão, gerente da Deodoro Loterias.

“O que está havendo é pura falta de diálogo entre a polícia e o Poder Público. Não tinha necessidade dessas férias forçadas do Serviço Velado. Quem sofre é a sociedade. Este é um serviço público que, se não for excelente, ruim não é. Sinceramente, não sei onde vamos parar”, Orlando Pinheiro, proprietário da Voga Fotos.

“Uma atitude irresponsável, que tem efeito prejudicial. Já fui vítima de dois assaltos e por pouco não morri. A violência está descabida. Se querem punir o Serviço Velado, que façam apenas com os policiais envolvidos nas denúncias. Não se pode generalizar e nos prejudicar de forma gratuita”, José de Ribamar Frazão, motorista de ônibus da Primor.

“Pode-se dizer que quebraram uma perna da Polícia Militar. Literalmente, nossa polícia está manca. O Serviço Velado era essencial. Não importa que sejam férias de 30 ou de um dia. Isso não podia acontecer de forma alguma”, Jorge Henrique, vendedor.

“Absurda. Com os policiais fardados, os bandidos têm como se articular. Agora, com eles à paisana, a ação dos marginais era abortada. Cansei de presenciar assaltos aqui na Deodoro. Trabalhamos com medo e agora, com essa notícia, a apreensão será ainda maior”, Elisângela Rocha, gari da Deodoro.

“Péssima. Eu, que moro na área do Itaqui, onde se têm muitas ‘bocas de fumo’, vejo a eficiência do Serviço Velado. Eles chegavam como se fossem da população e na hora certa, davam o bote. Acabar com essa ação da polícia é um absurdo”, Washingotn Luís, metalúrgico.

“Triste. Eles não deveriam ter feito isso. Nós, das bancas de revistas, sofremos muito com os ladrões aqui da praça João Lisboa. Policial fardado não amedronta mais os bandidos. O Velado era eficiente e vai fazer falta para as pessoas que querem trabalhar e viver em paz”, Leandra Veras, funcionária de banca de revista, na praça João Lisboa.

“Acho uma lástima. O Serviço Velado funcionava, além de tudo, como prevenção a assaltos. Nosso sentimento é de abandono pelo Poder Público. Não se pode deixar que os bandidos ditem as regras. E é isso que está acontecendo na nossa cidade. Uma vergonha”, Maria Carvalho, gerente da Drogaria São Vicente, na praça João Lisboa.

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