‘OPERAÇÃO BENGALA’
Grupo falsificava documentos para obter benefícios
A Polícia Federal prendeu 21 pessoas ontem (25), na Operação Bengala, realizada em Alagoas. O grupo é suspeito de falsificar documentos para obter benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os investigados, estão funcionários da Receita Federal, do INSS e de cartórios do interior. Os nomes dos detidos não foram divulgados.
Segundo o Ministério Público Federal, as investigações começaram em maio do ano passado e apontaram que o esquema começava com a falsificação de documentos. Os servidores são suspeitos de inserir dados falsos no sistema de concessão de benefícios.
Ontem, também foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão.
O delegado Sandro Augusto, assessor de comunicação da Superintendência Regional de Polícia Federal em Alagoas, informou que todos os presos detidos pela Operação Bengala, desencadeada na madrugada de ontem, foram encaminhados para o Instituto Médico Legal Estácio de Lima e submetidos a exames de corpo de delito.
O delegado informou, ainda, que os acusados que tiveram a prisão temporária decretada deverão ser encaminhados ao sistema prisional de Alagoas, enquanto aqueles que tiveram pedida apenas prisão preventiva permanecerão na carceragem da PF.
O assessor da PF confirmou que a Operação Bengala foi realizada após investigações do Ministério Público Federal e de auditores do Ministério da Previdência Social, que detectaram fraudes junto aos beneficiados do INSS.
Informações extra-oficiais dão conta que o esquema contaria com a participação de “ciganos”, despachantes que atuariam junto às pessoas que teriam direito ao benefício. O esquema fraudulento desviaria, mensalmente, mais de R$ 200 mil, mas não há informações oficiais sobre há quanto tempo existe a fraude.