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Educação do Maranhão volta a ser destaque em série de reportagens do Jornal Nacional

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Data de Publicação: 26 de março de 2008
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O sistema educacional do Maranhão voltou a ser destaque, ontem, no Jornal Nacional, no segundo dia de uma série de reportagens especiais que a Rede Globo vem fazendo sobre a Educação no Brasil.

Ontem, o Jornal Nacional destacou o modelo da meritocracia, já implantado em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Maranhão. No RS, professores ganham para se atualizar e planejar aulas. No Maranhão, destacou o JN, escola com bons resultados dá prêmio para professores e funcionários.

Nas escolas da cidade de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, mora um exemplo de valorização do professor. Toda semana, os docentes reservam quatro horas para fazer cursos de atualização e para planejamento de aulas e ganham para isso.

A iniciativa faz parte das 37 escolhidas como exemplos de projetos bem sucedidos em um estudo elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ministério da Educação (MEC) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e divulgado ontem.

Para o especialista em educação Cláudio Moura Castro, o desestímulo do professor é uma das razões para o fracasso de muitas escolas. “O professor mais motivado, motiva o aluno. O professor morto, destroçado, destruído pelo ambiente de uma escola de periferia é muito difícil ele conseguir entusiasmar o aluno pela beleza das idéias. E esse é o grande drama da educação do Brasil”.

No Maranhão – “Outro bom exemplo” – disse o Jornal Nacional – “vem do Maranhão, em Nova Brasília, um pequeno povoado da zona rural de Alto Alegre do Pindaré. A escola é simples, mas tem tudo que é importante para o bom aprendizado. Na entrada fica o cantinho da leitura, uma mesa cheia de livros e revistas que as crianças podem consultar à vontade”.

Do outro lado, um grupo de alunos joga xadrez, que é um recurso importante para o desenvolvimento do raciocínio e, logo adiante, uma oficina de orientação e treinamento dos professores, onde eles expõem aos supervisores tudo que precisam para melhorar o rendimento dos alunos.

“Você quer ver o seu trabalho dando frutos, retorno, é isso que um professor se sente feliz”, afirma uma professora.

Também em Alto Alegre, uma outra iniciativa premia anualmente as boas escolas. O colégio vencedor não tem evasão e aprova 98% dos estudantes. O prêmio foi um abono de R$ 1 mil para os professores e de R$ 2 mil para o diretor. Os funcionários ganham um mês de salário dobrado.

Para uma professora, o dinheiro é bem-vindo, mas o verdadeiro prêmio é outro. “Minha maior recompensa é quando eu vejo um aluno e descubro que ele aprendeu. Dá vontade de sair gritando. Isso é emocionante, é gratificante. A gente começa a ter um gosto especial, então a gente descobre que parece que nasceu pra ser professora”, afirma.

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