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Significado da Páscoa
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Significado da Páscoa

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Data de Publicação: 24 de março de 2008
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Páscoa significa passagem. Podemos considerar três grandes passagens na história das civilizações. No paganismo, antes de Moises, a Páscoa era um ritual que festejava a passagem do inverno para a primavera, entre os pastores nômades, indicando fertilidade onde festejavam essa grande passagem, com muita comida e bebida, com mesas fartas e bem ornamentadas com ovos pintados em cores brilhantes indicando luz solar, dados como presentes. Esta passagem tinha como data o equinócio que é uma data do ano em que o número de horas do dia é igual o número de horas da noite, era mais ou menos no mês de dezembro.

No judaísmo, a Páscoa que se constitui como uma das mais importantes festas do calendário judaico, é celebrada por oito dias tendo o seu ápice no primeiro domingo depois da lua cheia entre 22 de março e 24 de abril, data em que os judeus comemoravam o êxodo dos Israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramses II. É a passagem da escravidão para a liberdade.

No Cristianismo, a Páscoa é a grande festa cristã que celebra a ressurreição de Cristo. É a passagem de Cristo da morte para a vida. É o dia santo mais importante da religião cristã. No primeiro período da história da igreja, a Páscoa foi o centro vital e o único da pregação, da celebração e da vida cristã. O culto da igreja nasceu da Páscoa e para celebrá-la.

Muitos anos após a ressurreição os cristãos comemoravam nas igrejas a ressurreição de Cristo com muitas comidas e bebidas, onde os ricos eram os que mais comiam e bebiam. Somente trinta anos depois da ressurreição de Cristo, foi que São Paulo Apóstolo deu basta em tudo aquilo, mandando-os fazer aquilo em suas casas.

Uma coisa interessante é que estas três grandes passagens da história das civilizações aconteceram sempre em uma mesma data, e em oito dias. Isso nos mostra a aliança constante que Deus esta sempre fazendo com humanidade.

Fazendo-se uma analogia da Páscoa cristã com a páscoa judaica, na Páscoa cristã é Jesus Cristo o próprio Cordeiro de Deus que foi imolado para a salvação e libertação de todos do pecado a exemplo do Cordeiro imolado para comemoração da libertação dos judeus do Egito na Páscoa judaica. Isto é, Deus teria designado a morte do seu próprio filho criando sempre o paralelo entre a aliança antiga no sangue do Cordeiro imolado e a nova aliança, no sangue do seu próprio filho Jesus Cristo Imolado.

Quaresma é tempo forte de conversão, e de mudança interior, de graça e de salvação, que devemos buscar através dos gestos fundamentais próprios desse tempo litúrgico que são: A oração, o Jejum e a Esmola. A Páscoa também chamada de semana Santa se inicia no Domingo de Ramos e termina no sábado.

Tríduo Pascal é a celebração do sofrimento, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Inicia-se na quinta feira santa com a missa da ceia do Senhor e termina no sábado com a celebração da Vigília Pascal.

Muitos costumes ligados ao período Pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera, que era a Páscoa do paganismo, da Páscoa judaica e da Páscoa cristã. Exemplo: Muitas comidas, bebidas e ovos de Páscoa pintados em cores brilhantes para ornamentarem as mesas e para serem dados de presentes; Coelho de Páscoa como símbolo de fertilidade pela capacidade de reprodução deles e mesmo porque Páscoa significa ressurreição, renascimento, e nada melhor que coelhos para simbolizar a fertilidade; Chocolate, conhecido como alimento dos deuses, pois era considerado sagrado por duas grandes civilizações (Maias e Astecas) tal qual o ouro. Os Astecas trocavam-no por ouro. Na Europa o chocolate chegou por volta do século XVI tornado rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntadas a água, mel e farinha. O chocolate durante muito tempo foi considerado um pecado, um remédio, ora alimento sagrado, ora alimento profano. Em meados do século XVI, acreditava-se, que além de possuir poderes afrodisíacos o chocolate dava poderes de vigor aos que bebiam. Por isso era reservado apenas aos governantes e soldados. No século XX foram criados os bombons e ovos de Páscoa como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro, chegando assim a assumir o lugar dos ovos de Páscoa.

A ressurreição de Jesus Cristo acontece nas primeiras horas do domingo da Páscoa. É a passagem da morte para vida. A ressurreição de Jesus Cristo é como uma semente lançada no coração de cada ser humano e que precisa ser cultivada com amor e carinho. Jesus ressuscitado é a certeza de que vale a pena lutar contra os sinais de morte.

Neste ano de 2008, devemos refletir sobre essa passagem, uma vez que a Campanha da Fraternidade tem como Tema: “Fraternidade e Defesa da Vida” e o Lema: “Escolhe, pois a vida”.

E, nós médicos com o precioso dom de curar que recebemos de Deus, ainda no ventre materno, e que por isso somos verdadeiros e diretos missionários de Cristo aqui na terra, devemos ficar atentos e nos comportar de acordo com as palavras de Cristo segundo o evangelho de Lucas (Lc 10,38-42), para que possamos promover a vida no seu início, no seu final, e sobre tudo, no seu decurso como rege o tema da Campanha da Fraternidade de 2008, acolhendo bem e escutando os nossos pacientes que muitas das vezes chegam aos nossos consultórios, fragilizados precisando no mínimo de uma palavra de esperança, de conforto e de carinho. Precisando enfim, de alguém que o ouça, principalmente quando este alguém é o médico em quem ele deposita toda a sua confiança na busca da sua saúde e na luta pela vida. Pois como diz Jesus através do evangelho de Lucas se alguém quer segui-lo é preciso que o escute para poder agir em conformidade com sua palavra.

Uma feliz Páscoa para todos.

Dr. José Ribamar

Azevedo Moreira

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