Brasília - Portos e hidrovias da Amazônia precisam de investimentos para atender de maneira sustentável a demanda da indústria e de produtores agrícolas e minerais. É o que defendem representantes do setor empresarial. De acordo com especialistas em infra-estrutura, cada real investido em transporte de carga fluvial economiza R$ 6 a R$ 7 em gastos para deslocar o mesmo volume pelas estradas.
A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que os grandes produtores perderam mais de R$ 5 bilhões no ano passado tendo que levar suas mercadorias pelas rodovias para distribuição em portos ao sul e sudeste do Brasil.
Na opinião do consultor para logística e infra-estrutura de transporte da CNA, Luiz Antônio Fayet, o Brasil precisa melhorar sua capacidade dos portos e hidrovias da Amazônia para dar conta das exportações do setor de agro-negócio. “Nós temos que preparar os rios e os portos que pertencem à Bacia Amazônica para esse volume de carga. É de lá que vão sair 70 milhões de toneladas”, opina Fayet.
O aumento da capacidade do transporte fluvial exige a modernização de portos, como aponta o pesquisador Carlos Alvares da Silva Campos Neto, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). “É necessário a modernização de equipamentos que transportam containeres e aumentam a capacidade de carga e descarga nos navios.”