Por Oswaldo Viviani
Fita isolando a área perto do prédio, posta pela Semurh, evitou que pessoas fossem atingidas
O que o Jornal Pequeno já alertara, em matéria publicada no último dia 20, transformou-se em fato na tarde de ontem (15h15). Uma das partes do alto da fachada de um prédio situado perto da praça João Lisboa (centro de São Luís) desabou. Graças ao isolamento, feito com fitas na semana passada por funcionários da Secretaria Municipal de Terras, Habitação, Urbanismo e Fiscalização Urbana (Semurh), ninguém se feriu. Tijolos e pedaços de concreto e reboco ficaram espalhados pela calçada.

Operários que trabalhavam ontem na reforma do prédio – localizado na esquina das ruas Grande e Magalhães de Almeida – informaram ao JP que o pedaço da fachada caiu inesperadamente quando os serviços estavam sendo realizados. A parte que despencou fica voltada para a avenida Magalhães de Almeida e há vários dias já apresentava rachaduras.
Na semana passada, mesmo com a fita demarcando o isolamento, as pessoas ignoravam o perigo e passavam pela calçada do lado da fachada prestes a ruir. Ontem, felizmente, ninguém caminhava pelo local quando a fachada desabou.
Agora, o medo das pessoas que trabalham no prédio – funcionários da loja Moleza Calçados e outros comércios menores – é que as chuvas fortes que caem quase todos os dias em São Luís abalem definitivamente as estruturas do prédio, e outras partes do edifício despenquem.
Na semana passada, a gerente da Moleza Calçados, Leila Pessoa, disse ao JP que somente o reboco do prédio ameaçava despencar, e que o imóvel era “firme”. Incompreensivelmente, o prédio da Moleza Calçados não foi listado pela Defesa Civil entre os edifícios do centro de São Luís que correm risco de desabamento.