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SEBASTIÃO NERY

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Data de Publicação: 25 de março de 2008
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A ONÇA NÃO MORREU

História antiga, mas muito atual. Lampião passou por Mossoró, no Rio Grande do Norte, teve um choque com tropas do Exército. Na cidade, ferido, ficou um cabo com seu fuzil. Apareceu uma onça e começou a comer bezerros na região. O prefeito foi ao cabo, já recuperado:

- Cabo, precisamos de sua ajuda. A onça está fazendo muito estrago nas criações. Espingarda não resolve. Só um fuzil para matar.

- Pois não, prefeito. Essa onça morre já.

- Ótimo, porque ela já matou dois caçadores que tentaram derrubá-la de espingarda.

O cabo ficou pensando, olhando para cima:

- Bem, seu prefeito. Só tem um problema. Eu sou do Exército brasileiro. Sou federal. Preciso saber primeiro se essa onça é federal ou estadual. Não quero conflito entre os dois governos.

E a onça municipal continuou a comer bezerros.

SERRA

Os governos federal, estadual e municipal estão jogando o mosquito da dengue em cima uns dos outros. Já matou 150 pessoas nos últimos anos, no Rio. Uma epidemia. O federal Temporão culpa o municipal César Maia, que culpa o estadual Cabral. E o mosquito se multiplicando e matando.

Mosquito sempre houve. O que não se imaginava eram governos federal, estadual e municipal tão ruins, tão ordinários ao mesmo tempo. O crime é coletivo. Mas todo crime tem um ponto de partida. Na “Folha”, o Janio de Freitas lucidamente relembrou muito bem:

“A dengue ficou erradicada no Rio, quase por completo, durante décadas, graças à ação conjunta do governo federal e da prefeitura. Aos poucos, retomou o território abandonado pelos governos, até que fez o ressurgimento agudo no governo Fernando Henrique. Sua contenção projetou José Serra, então recém-ministro da Saúde. Na contramão desse êxito, de uma penada extinguiu o serviço de vigilantes sanitários que o governo federal comprometera-se a manter no Rio ao mudar-se para Brasília. Eram os mata-mosquitos. Serra se inspirara em contas de economistas, com valores financeiros e não com vidas humanas”.

TODOS

Durante meses, os “vigilantes sanitários”, os “mata mosquitos”, verdadeiros médicos de quintal, mobilizaram-se para advertir o país e mostrar aos governos que, sem seu trabalho permanente, a dengue voltaria. Fizeram atos públicos, levaram delegações a Brasília, mas Fernando Henrique e José Serra diziam que o moderno era terceirizar, privatizar.

Aqui mesmo, inúmeras vezes, denunciei a irresponsabilidade, mostrando que a experiência de outros países era o combate contínuo.

Acabaram com o serviço que era público, demitiram milhares, prometendo “atacar os focos pontuais, terceirizando, privatizando”. Dissolveram as verbas, comeram os recursos. Agora, na hora da tragédia, enfiam o bico embaixo da asa, como se nada tivessem a ver com o assunto.

Têm, sim. Como têm os governos atuais, federal, estadual e municipal. Se nem para matar mosquito servem, peguem o caminho de casa.

AMAZÔNIA

O governo Lula está perdendo dramaticamente a batalha da Amazônia. Todos os índices de fragilidade e abandono, invasões, queimadas e desmatamentos estão sendo agravados. Ou o país reage agora ou em futuro não muito distante a Amazônia será uma mancha no mapa.

Ainda bem que há os que denunciam, reagem, resistem, sobretudo nas Forças Armadas, em cujas mãos está depositada, cada dia mais, a salvação da Amazônia, como ao longo da História esteve a integral defesa do país.

Esta semana, nos dias 26, 27 e 28 (amanhã, quinta e sexta), das 9 da manhã às 17,30 da tarde, o CEBRES (Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos) e os Clubes Naval (Marinha), Militar (Exercito) e o da Aeronáutica realizam um Seminário sobre “A Amazônia, Cobiçada e Ameaçada”, no Clube da Aeronáutica (praça Marechal Ancora, nº 15, centro do Rio, ao lado do Comar III), sob o slogan:

“Esta terra tem dono, vamos defendê-la”!

SEMINÁRIO

Pelo nível dos conferencistas vê-se a importância do Seminário:

1. Dia 26 (4ª feira): general Maynard de Santa Rosa, chefe do Departamento Geral do Pessoal do Exército (de 9h às 10h30); general Durval de Andrade Nery, do CEBRES (de 10h50 às 12h20); general Célio Barbosa Fregapani, ex-chefe da ABIN em Roraima (de 14h às 15h30); vice-almirante Armando Ferreira Vidigal, do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Escola de Guerra Naval (de 15h50 às 17h20).

2. Dia 27 (5ª feira): Nelson Jobim, ministro da Defesa (de 9h às 10h30); general João Carlos Corrêa, chefe do Estado Maior do Comando Militar da Amazônia (de 10h50 às 12h20); brigadeiro Ricardo Machado Vieira, comandante do COMDABRA (de 14h às 15h30); Jornalista Lorenzo Carrasco Bazua (de 15,50 às 17,20).

3. Dia 28 (6ª feira): Reinold Stephanes, ministro da Agricultura (das 9h às 10h30); Mozarildo Cavalcanti, senador do PTB de Roraima (de 10h50 às 12h20); Rodolfo Tavares, CNA (de 14h às 14h30); Leôncio Brito Filho, CNA (de 14h30 às 15h); Assuero Doca Veronez, CNA (de 15h às 15h30); Kátia Abreu, senadora do DEM de Tocantins (de 15h30 às 16h50). Encerramento: de 17h20 às 17h40).

(www.sebastiaonery.com.br)

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