Patrícia Puga, diretora da Cemar, deixou frustrados vereadores e a galeria da Câmara Municipal, na manhã de ontem (24), durante a audiência pública, realizada com o objetivo de se colher explicações técnicas a respeito do consumo exagerado de energia registrado pelos medidores digitais, que tiveram sua instalação suspensa pela própria companhia.
Puga afirmou reconhecer que houve aumento de preço no consumo de pelo menos 62% dos 250 mil medidores instalados, mas atribuiu isso ao suposto defeito dos medidores analógicos.
A diretora passou quase todo o tempo tentando convencer a platéia de que a Cemar está correta, inclusive com a exibição de vídeos, mas acabou se traindo, ao afirmar que os laudos técnicos - do Inmetro e do Ipemar - sobre o funcionamento dos medidores, peças imprescindíveis para o avanço da discussão, só serão conhecidos dentro dos “próximos dias”.
O presidente da Câmara, Isaías Pereirinha, lembrou, logo no início da audiência, que a Cemar pediu o adiamento desta por mais de uma vez, justificando exatamente a falta dos laudos técnicos do Inmetro e do Ipemar.
Após a explanação de Patrícia Puga, parlamentares e pessoas da sociedade civil que participavam da audiência fizeram várias perguntas à diretora da Cemar. Os vereadores questionaram a diretora acerca da necessidade da troca dos medidores analógicos pelos digitais, das emissões de multas, do descumprimento - por parte da empresa - do princípio do contraditório e da ampla defesa, entre outros pontos levantados. Os parlamentares não se mostraram satisfeitos com nenhuma das respostas de Patrícia Puga, e disseram que a comissão extraordinária da Câmara, que acompanha a questão, juntamente com a sociedade civil, continuará cobrando esclarecimentos e os laudos do Inmetro e do Ipemar.