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O PECADO ELEITORAL
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O PECADO ELEITORAL

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Data de Publicação: 23 de março de 2008
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Felinto Ribeiro

E-mail: felintoribeiroescritor@yahoo.com.br ou Site:

www.felintoribeiro.xpg.com.br

A história da humanidade considera como primeiro pecado o cometido por Eva, que induzida pelo demônio comeu o fruto proibido e a partir deste episódio, os homens perderam o paraíso, segundo o Livro de Gênesis do Velho Testamento. O paraíso era um verdadeiro céu em que não existiam disputas de riqueza e nem mesmo de poder entre os seus habitantes. A partir da perda do paraíso, os homens criaram a ambição e o ódio, e a beleza das mulheres foi cobiçada pelos homens. O poder político foi despertado com grande dose de malicia. Existia em nossa Justiça Eleitoral um presidente do tribunal que prostituía a Justiça Eleitoral, em gênero, número e grau. Um determinado candidato apoiado pelo governo estava com a sua eleição ameaçada, havia perdido no primeiro turno e para virar a mesa, tinha necessidade de conseguir corromper a Justiça Eleitoral e adulterar o sufrágio popular em favor de um candidato repudiado pelas urnas. O projeto sinistro foi muito bem elaborado, cada um de seus autores, tinha invejável experiência de pecado eleitoral, cada qual disputava sabedoria em trapaças a qualquer tipo ou a qualquer gosto. O governador, às 9h da manhã, reuniu o conselho do pecado, o presidente do Tribunal Eleitoral, o candidato derrotado em primeiro turno e o homem que detinha o dinheiro do governo e outro personagem de muita influência nos arraiais políticos, locais e nacional.

Um determinado motorista de absoluta confiança foi convocado para participar do conluio. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral conduziu para o encontro a relação de cerca de 30 magistrados que estavam dispostos a participar da fraude programada pelos oráculos da JustiçaEeleitoral e do poder executivo e alguém do legislativo, eis a narrativa do complô eleitoral. O tribunal de Caifá, induzido pelo velho Anã, programou uma reunião secreta com o objetivo de condenar Jesus no dia seguinte e para tanto necessitava de dinheiro e mais dinheiros. Episódio semelhante ocorreu nas dependências do Palácio dos Leões em São Luís, com os personagens objetivando deturpar a verdade eleitoral.

O presidente do Egrégio Tribunal forneceu para o motorista do Palácio o nome e o endereço adredemente do comprometido magistrado e o mesmo foi à residência conforme endereço, à procura do aludido magistrado. A convite do presidente do Egrégio, o magistrado em causa e os seus compassas receberam uma importância avultada com o compromisso de alterar a verdade eleitoral e oferecer vitória ao candidato derrotado no primeiro turno. Após a reunião sinistra do conselho do pecado, ficou em Segredo de Polichinelo e a Caixa de Pandora que ficou há muitos anos fechada, agora surgiu uma pequena abertura que trouxe um aroma desagradável para a Justiça Eleitoral do presente.

O presidente do Tribunal que comandou a articulação do pecado, já está sendo julgado pelo Tribunal do eterno, ele já não pertence mais ao mundo dos vivos e outros participantes ainda perambulam por este vale de lágrimas, aguardando o julgamento supremo porque a justiça dos homens foi incapaz de atingi-los.

Podemos observar que determinados magistrados vendedores de habeas corpus e negociadores de votos, no fim da vida alguns deles perderam a lucidez e estão vegetando graças à caridade de alguém que limpa os seus excrementos cotidianamente. Pergunto. A prática do pecado da venda de consciência compensou? A Justiça do eterno é implacável, não tem a influência do vil metal, ela é imutável.

Alguns que participaram do conselho pecaminoso estão pagando e outros em liberdade condicional esperando a ora em que o eterno escolher para o seu julgamento. Os exemplos estão acontecendo a todos os dias, porém poucos tiram a lição dos episódios narrados, mas existe uma certeza, que a mão do eterno não esquecerá daqueles que roubaram a consciência dos justos. Por conta da Justiça do pecado veio o desdobramento dos acontecimentos que culminaram com a degradação moral do congresso nacional, ou melhor, das instituições nacionais.

A Justiça Eleitoral necessita imperiosamente se redimir dos erros cometidos no passado e que os mesmos não venham a se repetir no presente, se assim não proceder continuaremos mergulhados no mar de lama em que o mensalão e o loteamento do Ministério continuam destruindo o interesse público em proveito de uma meia-dúzia de políticos inescrupulosos. A renovação do quadro político nacional se torna imprescindível para promover as reformas progressistas. As reformas propostas para este congresso contaminado pelo Mensalão e Loteamento de Ministério e Cargos nas estatais não poderão oferecer a credibilidade da consciência nacional. A reforma tributária proposta pelo atual governo em vez de reduzir a carga tributária, está ameaçando alterar o teto do imposto de renda de 27 para 30%. A insensibilidade política é fruto de uma legislação eleitoral comprometida com a corrupção política. O homem antes do episódio do pecado de Eva não tinha malícia, mas agora se especializou em promover a prostituição política em todos os níveis.

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