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Data de Publicação: 23 de março de 2008
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Em clima de muito mistério, a prostituta brasileira Andréia Schwartz, considerada uma das principais personagens do escândalo que derrubou o ex-governador de Nova York, Eliot Spitzer, desembarcou na manhã de ontem, 22, no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, procedente de Nova York. Ela chegou ao Brasil no vôo 951 da American Airlines. Numa rápida declaração, Andréia disse no aeroporto que pretende “esclarecer toda a verdade”. Ela afirmou que dará uma entrevista nos próximos dias.

“Ela está cansada e chateada”, disse Joseph (sobrenome não-identificado), que trabalha com Schwartz. “A imprensa toda está em cima. Mas ela não dará entrevista agora. Se falar agora, não sobra nada para ela negociar”, disse ele, afirmando que Andréia planeja escrever um livro com toda sua história.

Foto:FILIPE ARAUJO / AE
Andréia Schwartz

Depois da rápida declaração no aeroporto, Andréia despistou a imprensa e teria ido para um apartamento em São Paulo. A Polícia Federal não deu informações sobre a situação de Andréia.

Condenada a 18 meses de prisão pela Justiça americana por explorar prostituição, posse ilegal de drogas e lavagem de dinheiro, Andréia foi deportada para o Brasil depois de atuar como testemunha-chave para esclarecer o envolvimento do ex-governador Eliot Spitzer, com um esquema ilegal de pagamento de serviços de prostituição.

Spitzer usava uma empresa fantasma, para financiar encontros com acompanhantes do Emperors VIP Club. Andréia teria informado às autoridades norte-americanas que ele faria depósitos na conta da QAT, ligada à Emperors, levando a Promotoria a suspeitar da possibilidade de o ex-governador ter usado recursos de sua campanha, até mesmo públicos, para financiar os encontros, utilização considerada criminosa.

Embora a viagem de Andréia ao Brasil estivesse prevista inicialmente para o último dia 15, ela ficou retida nos Estados Unidos nos dias seguintes por motivos que fontes do Departamento de Imigração qualificaram como burocráticos, alegando que o prontuário para a deportação da brasileira ainda estava em fase de elaboração e checagem. Porém, a prostituta comentou, em conversas telefônicas com amigos, que ainda estava retida para esclarecer detalhes alusivos às investigações sobre redes de prostituição em funcionamento nos EUA.

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