Varejo no Brasil tem alta de 9,6% em 2007A estabilidade alcançada pela economia nacional estimulou o consumo dos brasileiros em 2007. Prova disso foi o crescimento de 5,4% do Produto Interno Bruto do País, fato que deixou a equipe econômica do governo Lula, e o próprio presidente, na maior animação no início desse mês. Dentre os setores que tiveram um crescimento significativo, além do de automóveis, está o do Comércio Varejista.
De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), a taxa de crescimento do setor foi de 9,6% no ano passado, em comparação a 2006. O resultado é o melhor desde 2000 e promete continuar em projeção ascendente em 2008, embalado por fatores determinantes como a decisiva iniciativa das unidades do varejo formal do País em atrair consumidores – facilitando o acesso às compras e barateando o custo dos produtos –, somando-se ao fato as boas condições da economia nacional, que tiveram conseqüências diretas no aumento da oferta de emprego e renda e evolução do crédito.
Os dados positivos também tiveram reflexos no Maranhão. O estado foi um dos nove do país que apresentaram resultados significativos na variação do volume de vendas percebida entre os meses de novembro e dezembro do ano passado: foram 3,6%, índice superior ao de estados como Espírito Santo (2,6%), Mato Grosso (2,2%), Bahia (1,2%) e Rondônia (1,0%).
No acumulado em 2007, em relação a igual período do ano anterior, o Maranhão teve variação positiva e acima da média nacional, com 14,3%, atrás de Alagoas (19,2%) e na frente do Mato Grosso do Sul (13,3%) e São Paulo (12,5%).
O IDV foi criado em 2004 pela iniciativa de empresários e presidentes das maiores empresas do comércio varejista. O objetivo da entidade é fortalecer a representação de empresas varejistas de diferentes segmentos de atuação nacional, combatendo a informalidade para elevar o emprego direto e indireto do setor, além de desenvolver estudos e propostas que venham a contribuir para a eficiência nas operações do varejo, otimização dos recursos empregados e estímulo de novos investimentos.
Reflexos positivos – O cenário positivo para o varejo brasileiro também anima as entidades e instituições que desenvolvem trabalhos voltados ao setor. O Sebrae, por exemplo, atua nacionalmente nessa área por meio do Projeto Comércio Varejista, disseminado pelas suas unidades estaduais, como a do Maranhão, onde já está implantado nas dez Unidades de Negócios que atendem a todas as regiões maranhenses.
Na execução do projeto, o Sebrae mobilizou suas expertises técnicas e recursos financeiros para apoiar e promover capacitação às microempresas e empresas de pequeno porte atuantes no varejo. No total, estão inseridas no projeto 587 empresas do setor que ganharam incremento e dinamismo por meio de ações do Sebrae em quatro pilares fundamentais: gestão administrativa, produtividade, melhoria da infra-estrutura urbana no entorno dos centros comerciais atendidos e promoção e marketing.
Orientação empresarial e consultorias, além de palestras, workshops e seminários, em diversas localidades do Estado, já fazem parte do cotidiano dos empresários integrantes do Comércio Varejista. A união dos empresários também é estimulada, pois sem ela o projeto não sairia do papel e não promoveria as mudanças previstas.
“Temos conquistado a adesão de parceiros institucionais e de empresas desde 2007, quando iniciamos o projeto nas Unidades de Negócios. Ele é visto pelos empresários como um agente de mudanças que poderá ajudar a reverter alguns gargalos do setor, principalmente no que se refere à busca pela melhoria de infra-estrutura”, destacou a gerente executiva do Sebrae Maranhão, Glena Lima, alinhavando a sua fala ao pontuar que a Instituição tem firmado o seu foco no desenvolvimento da economia maranhense por meio do empreendedorismo, “buscando atender com maior eficácia e eficiência as necessidades das micro e pequenas empresas de diversos segmentos”.
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