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Páscoa Cristã

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Data de Publicação: 23 de março de 2008
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Aldinha Sousa*

Quando arrazoamos em páscoa refletimos em algumas definições, entretanto o verdadeiro cristianismo é a páscoa cristã. Porém encontramos nela subsídios que abreviam o significado de ser cristão no mundo contemporâneo.

O conhecimento da páscoa cristã vem aprovar toda missão de Jesus, e neste contexto discorreremos á propósito de tudo o que diz respeito a nós neste milênio, e meditar-mos neste conhecimento tão exclusivo, que é a história do altruísmo enquanto comunidade cristianizada e não pagã, e refletindo chegaremos á algumas conclusões, pelo qual observaremos a páscoa do consumismo e a páscoa bíblica.

Convivemos num tempo de automatização, revolvendo os homens muitos momentos impassíveis a tudo que acontece, apenas aceitam os episódios como se fossem veracidades.

No acabamento do feudalismo, com a chegada do capitalismo e da indústria, as pessoas vivem em cátedra do dinheiro, não para auxílio das suas obrigações, mas para o status, habituando-se á uma maratona de um afluxo de espécimes apresentados. Na verdade é uma questão intelectual e lembramos do que o Apóstolo Paulo disse no livro de Efésios: “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contras as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”.

O capitalismo numa competição arrasta pessoas numa cobrança de atitudes e pensa-se na razão do desejo pelas coisas não utilitárias, mas simplesmente pelo prazer de possuí-los.

A escritora refletiu na Páscoa consumista, e na Páscoa Bíblica transcorrerá nas estirpes do registro do povo de Israel, que se sustentava na época encarcerado sob o jugo do Egito e por 430 anos estavam sobre a mão enérgica e opressora de Faraó, mas Deus viu e ouviu a aflição e o clamor do povo e fez-lhes subir para uma terra que manava leite e mel.

Por meio de Moisés, Deus falou com o povo dizendo: Este mês será o primeiro mês dos meses; será o primeiro mês do ano. Falai toda congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família. Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então convidará ele o seu vizinho mais próximo, conforme o número das almas; conforme o que cada puder comer, por aí calculareis quantos bastem para o cordeiro... E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo da tarde. Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem... Desta maneira comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do Senhor. Porque naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais; exultarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor. “O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito”, (Êxodo 12: 2-4, 6-7, 11-13).

Nesta passagem bíblica explica-se, que: Enquanto estes fatos aconteciam do lado de fora, Deus passeava por entre as casas do Egito. Nas casa onde não havia o sinal de sangue Deus entrava e feria de morte o primogênito e então nada que fizessem poderia livrá-los do juízo. Deus não mente. Nas casas, entretanto, em que havia o sinal estampado como estandarte de cor vermelha do sangue do Cordeiro de Deus, nessas Deus entrava; antes, pelo contrário, passava por cima, e seguia adiante. Esse é o verdadeiro sentido da páscoa.

O termo “Páscoa” significa “passar por cima”. Isto é, quando Deus visse o sangue como sinal na porta da casa, passaria por sobre ela, e não feriria de morte o primogênito.

De sorte que, de um modo ou de outro, o que prevalece nesse sentido, é a presença da morte e do sangue do Cordeiro (Jesus), os quais são para Deus, o preço pago pela nossa salvação. Todos, pois que tem o Cristo crucificado por sinal redentor, tem a certeza de que não será tocado pelo juízo do lago de fogo, isto é, pela segunda morte, (Apocalipse 20:14).

Notamos que intuitos distanciam as pessoas do verdadeiro sentido da páscoa. A bíblia fala do Cordeiro de Deus que salvaria o mundo, através da morte e ressurreição, vinculando assim a páscoa á sua morte e ressurreição.

“O verdadeiro sentido da Páscoa trata-se da morte substitutiva de Jesus em nosso lugar, como está escrito: Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna”, (Jô 3:16).

*Radialista apresentadora, poetiza,

escritora e professora universitária.

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