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Revista afirma que governo tem dossiê sobre as despesas de FHC

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Data de Publicação: 23 de março de 2008
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Reportagem publicada pela mais recente edição da revista “Veja” afirma que o Palácio do Planalto montou um dossiê que detalha gastos da família do então presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Os documentos estariam sendo usados para intimidar a oposição na CPI dos Cartões Corporativos. A Casa Civil negou a existência de um dossiê sobre os gastos de FHC. O ministro Jorge Hage (Controladoria Geral da União) disse desconhecer os documentos: “Minha função não é preparar dossiê”.

Segundo a revista, o governo teria reunido dados sobre gastos de FHC, da primeira-dama Ruth Cardoso e de assessores por meio de contas tipo B em 1998, 2000 e 2001. Haveria insinuações sobre o desvio de recursos públicos para a campanha que reelegeu FHC em 1998. À “Veja”, FHC classificou o dossiê de “uma chantagem feita a partir do Palácio do Planalto”.

A reportagem exibe o fac-símile de um “Relatório de Suprimento de Fundos” de 1998 sobre a aquisição de 180 garrafas de champanhe Chandon. O dossiê teria 23 referências a gastos de Ruth Cardoso – a revista exibe um fac-símile de 2001 sobre despesas de locação de veículos.

Os gastos de Ruth Cardoso aparecem em destaque no dossiê

A ex-primeira-dama Ruth Cardoso é mencionada 23 vezes como beneficiária de despesas com locação de carros, hospedagem em hotéis, compra de ingressos para peças de teatro no exterior e até como ordenadora da compra de um porta-retratos, no valor de 100 dólares, para presentear um oficial da Colômbia designado para acompanhá-la durante visita ao país.

Gastos com vinhos importados, champanhes franceses, carnes raras e até caviar foram compilados da documentação armazenada na Presidência da República e reproduzidos no dossiê. O levantamento tem o objetivo de mostrar que a equipe do presidente Lula não inovou ao usar as contas tipo B e os cartões corporativos para bancar despesas exóticas. Seus autores chegam a insinuar que dinheiro público usado para a compra de garrafas de champanhe teria sido desviado para a campanha eleitoral que reelegeu FHC em 1998.

Outro fac-símile mostra uma diária de R$ 1.231 do ex-ministro da Justiça Aloysio Nunes Ferreira no hotel Copacabana Palace. Aloysio diz ter ido ao Rio a trabalho.

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