POR WELLINGTON RABELLO
Funcionários da Semurh colocaram uma fita isolando a área próxima ao prédio
Pedestres e pessoas que trabalham na área próxima ao prédio de número 28, na rua Grande, ficaram apreensivos na manhã de ontem. O motivo: parte da fachada do imóvel, que fica de frente para a avenida Magalhães de Almeida, apresenta várias rachaduras e ameaça desabar a qualquer momento.
Preocupados com o iminente desabamento, funcionários da Secretaria Municipal de Terras, Habitação, Urbanismo e Fiscalização Urbana (Semurh), colocaram uma fita isolando a área próxima ao prédio. Mas mesmo com a sinalização as pessoas ignoravam o perigo e passavam pela calçada do lado da fachada prestes a ruir. Um grupo de motoqueiros até estacionou suas motos dentro do local isolado.
Joubert Rabelo Silva, auxiliar de Fiscalização da Semurh, foi quem ajudou a colocar a faixa. Ele disse que as rachaduras só foram vistas na manhã de ontem e que as fortes chuvas que caíram em São Luís podem estar abalando as estruturas do prédio, aumentando o risco de desabamento.

O prédio abriga a loja Moleza Calçados e outros comércios menores. A gerente da Moleza Calçados, Leila Pessoa, disse ter comunicado o caso à Defesa Civil e que estava aguardando a presença de um engenheiro do órgão para averiguar a situação do imóvel. Somente após essa vistoria é que ela iria decidir quais as providências que deveriam ser tomadas.
De acordo com a gerente Leila Pessoa, somente o reboco do prédio ameaça despencar, e na parte interna não existem rachaduras. Ela disse que o imóvel é “firme” e que suas paredes são “feitas de pedra”, não havendo risco de que possam cair, mas que estava muito preocupada com os pedestres.
A Defesa Civil estadual informou que o prédio de número 28 da rua Grande não está listado entre os edifícios do centro de São Luís que correm risco de desabamento.