O deputado federal Julião Amin (PDT) voltou ontem a criticar a senadora Roseana Sarney, por haver declarado que “o Maranhão é o Estado das oportunidades perdidas”. O parlamentar disse, em entrevista à Rádio Educadora, que durante os oito anos em que Roseana foi governadora “ela não trouxe nenhum grande projeto para o Maranhão, o grande projeto dela foi a ampliação do Sistema Mirante e outras empresas que prestavam serviços para a Caema”.
Julião Amin afirmou que recebeu “com surpresa” a declaração da senadora, porque imaginava que ela ainda estivesse de licença, “uma vez que pouco ela aparece no Congresso Nacional, e mais do que de repente aparece para jogar sua ira, não contra o Estado, mas contra o povo do Maranhão”. O deputado disse que “uma declaração dessa tem resultados negativos para o Estado”, e criticou durante a ex-governadora.
De acordo com Julião Amin, foram 40 anos de oportunidades perdidas durante o período em que o grupo Sarney mandou no Estado, uma vez que nenhum grande empreendimento não foi implantado no Maranhão, com exceção da Alumar, mas no Governo Castelo. O deputado federal lembrou que, além de ter sido governadora, Roseana teve o pai como governador e depois presidente da República, “mas nenhum grande projeto foi instalado no Estado”.
Outra crítica feita pelo deputado é que durante os oito anos em que Roseana foi governadora ela construiu apenas três escolas de ensino médio, enquanto o governador Jackson já entregou 101 escolas e fez 1027 km de estradas apenas no primeiro ano. “São declarações que não merecem crédito porque só basta ver o passado desse grupo político, que a cada eleição anunciava um grande empreendimento para o Maranhão, uma vez era uma siderúrgica, noutra era uma refinaria ou noutra uma grande indústria de confecção, mas nada disso se viu”, assegurou. Lembrou também o fiasco da fábrica de confecções de Rosário.
Disse ainda que só agora estão sendo feitos investimentos no Porto do Itaqui, com ajuda do Governo Federal, mas que o grupo Sarney queria privatizar o porto, assim como fizeram com o BEM. Acusou também a senadora de “não aceitar de maneira nenhuma a eleição do Dr. Jackson, porque passou esses anos inteiros usufruindo das benesses do Estado”.
“Enquanto a Roseana usava a tribuna do Senado, o Dr. Jackson negociava com um grupo chinês para trazer investimentos para o Maranhão, esteve com a Gerdau, com a Petrobras e com o presidente Lula defendendo uma siderúrgica para o Estado. O Dr. Jackson trabalha 14 horas por dias, das oito da manhã até dez, onze horas da noite, enquanto outras pessoas ficam dormindo até onze horas da manhã, porque passam a noite jogando baralho”, alfinetou.
Julião denunciou também que a ex-governadora andaria “colocando mentiras no jornal dela e distribuindo nos gabinetes de ministro tentando derrubar o governador”, mas de “fraudes são eles que conhecem: é só ver a carreira do seu genitor, desde a primeira vez em que foi suplente fraudando eleições”.