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Editorial
Sarney e o guarda da esquina

Sarney e o guarda da esquina

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Data de Publicação: 20 de março de 2008
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Resta demonstrar a grande capacidade do terrível esquema Sarney de mentir e enganar o povo e a si mesmo tomando posse da falsidade e do ardil criminoso, do engano propositado e da fraude de consciências como armas políticas.

Chega às raias da sandice a notícia produzida por jornalistas e meios de comunicação ligados ao esquema, segundo a qual policiais da Força Tática teriam sido abordados, revistados, humilhados por agentes da Força Nacional de Segurança nos bairros da Liberdade e Barreto. Na tradução curta e grossa do Coronel Comandante da PM, Antônio Pinheiro Filho, a notícia é mentirosa.

Tal aberração jornalística lembra Jacques Derreída citando Niestche em “História de um erro”, irônico e pesado contra a formalização de atos intencionais.

É difícil penalizar alguém pelo uso da mentira além dos limites. Mas é possível julgá-lo, desgastá-lo como agente público. Nenhuma dúvida de que a questão na mídia sarneisista ultrapassa os limites da mera mitomania. Eles simplesmente não sabem mais o que é verdade.

Mitômanos costumam fazer concessões ideológicas ao crime e daí para a corrupção e a depravação psicológica é menos que um passo.

Quase sempre o objetivo da mentira é jogar uns contra os outros, “o mundo contra o mundo”, como diz Nancy Cola, em observação sobre duas características do esquema Sarney: a falsidade e a mentira. A autora não faz concessões a esse tipo apologista do caos e os trata por hipócritas e covardes, seres patologicamente atacados de doença moral crônica e degenerativa. Ainda bem que geralmente se afogam nas próprias trapaças e, dessa forma, foram desmentidos pelo Coronel Pinheiro Filho.

Já em outras oportunidades manifestamos repúdio ao desejo expresso dessa mídia de desmoralizar as forças de segurança do Maranhão. Quando noticiam que na ‘revista’ a Força Nacional procurava por celulares, jóias e dinheiro que teriam sido apreendidos na área Itaqui-Bacanga e que no Barreto agentes da Força Nacional suspeitaram de que os PMs estivessem de posse de drogas e armamentos apreendidos dos traficantes, o insulto contra a força policial maranhense é inegável. No mínimo estão sugerindo que a Polícia Militar do Maranhão é corrupta.

Ninguém duvide que a ampliação e desfiguração dos fatos, a orquestração e transfusão de culpas fazem parte desse tipo de jornalismo doente, digno de Goelbels, cujo contágio é perigoso, pois suas bactérias são servidas no mesmo banquete e no mesmo espaço onde outros servem a verdade.

Santo Agostinho assinalava que mentir é dizer o contrário do que se pensa (ou se sabe) com intento de enganar. Tudo nessa história cheira a contra-propaganda produzida dentro de um clima de ódio e delírio e só vai alcançar os obtusos que ainda se deixam levar pela repetição de um tema recorrente: o ódio que Sarney e seu séquito devotam às forças de segurança do Maranhão, seja a Polícia Militar, seja a Polícia Civil ou o guarda da esquina, que, de uma forma ou de outra, contribuiu para sua derrota política no Maranhão.

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