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Seminário internacional vai traçar ações para revitalizar o Itapecuru

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Data de Publicação: 2 de março de 2008
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Representantes de organizações nacional e internacional vão participar, em São Luís, nos dias 4 e 5 de março, do Seminário Internacional para Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru, promovido pelo governo do estado em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores.

Segundo a coordenadora do seminário, a secretária adjunta de Turismo, Mônica Araújo, nos dois dias do evento, que acontecerá no Pestana São Luís Resort Hotel, representantes do governo maranhense vão apresentar um documento com os princípios, objetivos, estratégias e linhas de ação preparadas para o programa de revitalização da bacia do Rio Itapecuru.

Foto:LISBOA
Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru começa a ser discutida

O programa foi elaborado em parceria com a contribuição de dirigentes e técnicos das secretarias de Estado e instituições públicas, como as universidades federal e estadual, somada à participação de organizações não-governamentais e agentes de movimentos sociais. Para a formulação do documento foi criado o Grupo de Trabalho da Cooperação Internacional (GTCI), vinculado à Secretaria de Planejamento.

“Nesse momento teremos uma reunião técnica para apresentação do programa que tem como objetivo desenvolver ações voltadas para recuperar, conservar e preservar o meio ambiente da bacia do rio Itapecuru e minimizar os impactos ambientais para promover o seu desenvolvimento sustentável”, ressaltou Mônica.

O evento vai contar com a presença de representantes do Banco Mundial, Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Fundo das Nações Unidas para Agricultura (FAO), Agência das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Agência Internacional de Cooperação Japonesa (Jica), embaixada de Israel, Agências Espanha, França e Itália e Organização dos Estados Ibero-Americanos, sociedade civil organizada, além de outros representantes de instituições nacionais e do Maranhão.

“O desafio é grande e a cooperação bi e multilateral incorpora força ao nosso programa”, avaliou Beatriz Bissio, assessora de relações internacionais do governo. Ela disse que a iniciativa é fundamental para reverter a crítica situação em que se encontra o rio Itapecuru. “Se não houver uma ação imediata para recuperação da bacia do Itapecuru dentro de cinco anos vamos sofrer um colapso no abastecimento de água em São Luís”, ressaltou.

Rio Itapecuru – Possui aproximadamente 1.500 km de extensão, nasce no sul do Maranhão, corre para leste e deságua na baía de São José, no golfo Maranhense. A largura do rio varia de 50 a 120 metros. Abastece 75% da população de São Luís, além de outras cidades.

A bacia do rio Itapecuru se estende a leste do Maranhão, ocupando considerável área de sul a norte, em terrenos relativamente baixos e de suaves ondulações. Constitui-se num divisor entre as bacias do Parnaíba, a leste, e a do Mearim, a oeste. Seus principais afluentes são os rios Alpercatas, Corrente, Pucumã, Santo Amaro, Itapecuruzinho, Peritoró, Tapuia, Pirapemas, Gameleira, Codó, Timbiras e Coroata.

A bacia é formada por 36 municípios, todos abaixo, no “ranking” dos vinte municípios de maior IDH e uma população estimada de 944.716 habitantes (IBGE 2005). É a maior bacia em extensão, com 1.090 km, onde o rio principal abastece aproximadamente 60% da população maranhense. Ocupa a segunda maior área territorial, com 54.300 km², com predomínio do bioma Cerrado, o qual possui apenas 29% da vegetação nativa remanescente, 500 mil hectares de áreas sem vegetação, 900 km de cursos d’água desprotegidos e 40% do território suscetível à erosão.

O rio Itapecuru encontra-se bastante assoreado e com as coberturas vegetais ciliares danificadas em quase todo o seu percurso. A forma como vem sendo praticada a agricultura naquele e nos demais municípios maranhenses, sem qualquer preocupação com a degradação dos recursos naturais, onde as margens dos córregos de água são desmatadas e cultivadas com lavouras ou mesmo em pastagens, têm contribuído para este processo de devastação.

“O programa prevê ações para promover a preservação da bacia, mas propõe iniciativas para que as famílias que dependem economicamente do rio não fiquem desassistidas”, revelou Beatriz Bissio. “Esta é uma iniciativa única que pode ser o caminho para salvar o Itapecuru a partir da realização de projetos sustentáveis”, afirmou.

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