Informe JP - RETRATO DA VERGONHA JORNALÍSTICA - Sarney quer culpar MA e Jackson por um erro nacional que também é deleMemórias dos cárceres
A exploração política de temas sociais tão pungentes como a explosão demográfica nos cárceres brasileiros envergonharia qualquer um que guarde um mínimo de respeito pelos ideais deste país. Há temas que por sua relevância devem ser abordados com parcimônia, com a elegância e delicadeza de quem faz jornalismo apostando que essa é uma função que se exerce por um mundo melhor.
O que foi constatado pela CPI do Sistema Carcerário na Penitenciária de Pedrinhas, CCPJ do Anil e Centro de Reintegração Social de Mulheres em São Luís tem a mesma face de um dilema que se espalha historicamente pelo Brasil inteiro: superlotação, alojamentos inadequados, falta de higiene, de assistência médica, disputas internas violentas e mais uma gama de problemas que não podem ser resolvidos de uma hora para outra.
No Maranhão, a secretária de Segurança Cidadã, Eurídice Vidigal, enfrenta com alma de mulher e determinação histórica a superlotação carcerária construída em décadas de inapetência administrativa e abandono logístico do sarneisismo. Constrói novas unidades prisionais, limita a truculência policial e tenta por todos os meios humanizar as cadeias públicas. Mas sabe que faltam vergonha e dignidade profissional àqueles que se utilizam de tal situação como moeda de troco político e vindita pessoal.Vergonhoso, de fato, é o tipo de jornalismo que praticam. Vergonhoso é tripudiar sobre a miséria alheia, sobre a decadência que eles mesmos construíram na tentativa de auferir dividendos eleitorais.

As memórias dos cárceres brasileiros, (Graciliano Ramos) infelizmente, ainda são as mesmas. Com a agravante de que no Maranhão, durante décadas, nada foi feito para que tal situação se modificasse. Pelo menos hoje, com a política instalada de segurança cidadã, a sociedade está mobilizada para que esse quadro seja alterado. Há um esforço para que os presos de justiça não permaneçam em unidades correcionais, para que os agentes públicos não se corrompam, o que só pode ser conseguido com muito trabalho e enfrentamento de uma cultura arraigada ao longo do tempo.
Um antigo provérbio afirma que “os cães ladram e a caravana passa”. É precisamente o que acontece agora. Humilhados por uma política de segurança que desconheciam porque são literalmente burros; pelo apoio do Governo Lula à secretária Eurídice Vidigal, por sua proximidade com os organismos internacionais que lidam com a segurança, os sarneisistas estão arrancando os cabelos de raiva e inveja.Liquidaram com o Sistema de Segurança Pública do Estado e agora assistem, impotentes, a ele ser reconstruído passo a passo.
Não podem mudar o fato de que o Brasil precisa, urgentemente, de 220 mil novas vagas nos presídios e que o Governo Federal só garante 40 mil até o final do ano. E, covardes e mentirosos, querem culpar o Maranhão e o governo Jackson Lago por um erro que é nacional, histórico, e que também é deles.
“Criador e criatura”
Publicado na coluna Radar, da revista Veja desta semana que já está nas bancas: “Não vão de vento em popa as relações entre José Sarney e Edison Lobão.
O motivo do estremecimento é a decisão de Lobão de disputar o governo do Maranhão em 2010.
Sarney, padrinho da indicação de Lobão para o Ministério de Minas e Energia, quer que sua filha, Roseana, seja a candidata”.
Saldo positivo
Desde o dia 1º de fevereiro na condição de presidente em exercício da Assembléia Legislativa, o deputado Pavão Filho (PDT) avaliou ontem como positivo o seu primeiro mês na condição de substituto do deputado João Evangelista (PSDB), que se recupera de uma cirurgia em São Paulo:
“Estamos dando continuidade ao trabalho do presidente João Evangelista. E continuamos orando e clamando para que o nosso querido presidente e irmão se recupere da forma mais satisfatória possível e possa o quanto antes retornar ao convívio de sua família e à presidência da Assembléia”, afirmou Pavão
Ele disse que a previsão é que Evangelista regresse a São Luís no final de março.
Tapetão não
Político tarimbado, que reúne a experiência de quem já está há muitos anos na vida pública, Pavão Filho reage com tranquilidade quando indagado acerca da tentativa do grupo Sarney de retomar o poder no Maranhão através de ação na Justiça Eleitoral.
“Eleição tem que se ganhar é nas urnas. Não vamos aceitar o que eles querem, que é ganhar no tapetão”, declara o deputado.
Que Navalha, que nada!
Quanto à Operação Navalha, Pavão Filho acha que, se houver denúncia por parte do Ministério Público, o governador também não será alcançado.
Mas, em todo caso, na hipótese de surgir uma denúncia formal contra Jackson Lago, Pavão Filho garante: a Assembléia Legislativa não dará licença para que o governador seja processado no Superior Tribunal Eleitoral (STJ).
Roberto Rocha
“O certo é que continuarei defendendo a tese de que o Maranhão é credor dos investimentos federais, vez que foi preterido ao longo dos anos, conforme mostrei aqui o exemplo da saúde.
Lutarei, dessa forma, para que o Planalto entenda que não conseguirá transformar o Brasil num país de primeiro mundo sem levar consigo o Maranhão nessa caminhada. Queiram ou não, um integra o outro. São indissociáveis.
Se o nosso Estado continuar com índices de terceiro mundo, o Brasil também os terá. Portanto, diante do atraso que nos foi imposto, qualquer programa de investimento destinado ao desenvolvimento do país terá que contemplar também o Maranhão. Temos que recuperar o tempo perdido. Uma questão de justiça”.
(Do artigo O Orçamento da União, do deputado federal Roberto Rocha, que está publicado na página 4 da edição de hoje do JP)
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