Até ontem, às 11h, nem a Defesa Civil nem o Corpo de Bombeiros haviam comparecido à rua Cândido Ribeiro, onde no sábado à noite um casarão – localizado no nº 585 da rua – desabou durante a chuva. No casarão funcionava a sede do Bloco Tradicional “Os Feras”.
Apesar de não haver ninguém no local na hora do desabamento, uma casa vizinha – onde mora a idosa Maria Lopes e mais quatro pessoas – foi atingida e teve parte do seu telhado destruída.
Segundo Maria Lopes, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil foram chamados para avaliar se a casa corre algum risco e se os moradores deveriam sair da residência, mas ninguém havia aparecido até ontem, às 11h.
O desabamento ocorreu por volta das 22h do sábado, causando pânico entre os moradores da rua Cândido Ribeiro e redondezas.

“Acordamos com o barulho ensurdecedor e corremos para ver o que era. Estava chovendo muito e não conseguimos ir para a rua. Foi então que percebemos que a lateral da nossa casa havia sido atingida. Foi um pânico geral. Vizinhos mais afastados também ouviram o barulho e, preocupados, começaram a nos telefonar, para saber se estávamos bem”, contou Maria Lopes.
A dona de casa afirmou que ela e as outras quatro pessoas que residem na casa estão dormindo num quartinho de fundos, com medo de novos desabamentos. “Não estamos usando a maioria dos cômodos. Ficamos com receio, sem saber o que fazer”, disse Maria Lopes.
O dono do imóvel que desabou, identificado apenas como Pedro, não quis dar entrevista. Apenas a parte da frente do casarão e algumas paredes internas não desabaram por completo.
Defesa Civil – De acordo com Roberto Araújo, secretário executivo da Defesa Civil Estadual, uma equipe já teria sido mandada ao local, ontem pela manhã, para isolar a área e fazer um detalhamento do que houve.
A reportagem do JP esteve ontem no local do desabamento, na hora informada pelo secretário (10h30), para acompanhar o trabalho dos bombeiros, mas ninguém compareceu à área.
De acordo com Roberto Araújo, a Defesa Civil já está mapeando os locais com risco de desabamento em São Luís, para em seguida, retirar as famílias das casas. “Hoje (ontem), às 18h, teremos reunião com a Secretaria de Infra-Estrutura, para passarmos um diagnóstico da situação dos casarões em risco, e traçarmos ações para evitar novos acidentes”, disse Araújo.
(Da Redação)