POR OSWALDO VIVIANI
SUSTO NO AEROPORTO CUNHA MACHADO
Vários políticos estavam na aeronave, que ia para Brasília
A decolagem do vôo 3183 da TAM, com destino a Brasília, teve de ser abortada ontem, às 13h20, no Aeroporto Marechal Cunha Machado, em São Luís, depois que um urubu foi sugado por uma das turbinas da aeronave. O avião estava com a potência máxima das turbinas acionada quando a ave entrou no equipamento, causando uma freada brusca e assustando bastante os ocupantes. Ninguém saiu ferido do acidente.
De acordo com o que um grupo de passageiros afirmou ao JP, o avião era ocupado por mais de 100 pessoas – entre elas vários políticos maranhenses e assessores, como o ex-senador João Alberto de Souza (PMDB); os deputados federais Pedro Fernandes (PTB), Pinto Itamaraty (PSDB), Gastão Vieira (PMDB), Julião Amin (PDT), Waldir Maranhão (PP) e Ribamar Alves (PSB); o secretário de Comunicação do governo estadual, Zeca Pinheiro; além de Eduardo Lago (primo do governador Jackson Lago) e Vagner Lago (irmão do governador).

De acordo com o deputado Pedro Fernandes, “o susto foi grande” e os passageiros só ficaram mais tranqüilos quando a tripulação informou o que tinha acontecido. Os passageiros tiveram de sair do avião para que técnicos da TAM verificassem as avarias causadas pelo urubu na turbina.
Todos os políticos e assessores foram imediatamente relocados para outra companhia – a Gol – e seguiram viagem diretamente para Brasília.
Os passageiros “comuns”, como Walcimar Santiago, tiveram de aceitar viajar pela própria TAM para o Rio de Janeiro, às 16h30. De lá seguiriam para Brasília. Eles deveriam chegar à capital do país só às 22h20 – um atraso de quase 7 horas em relação ao horário de chegada inicialmente previsto (15h40).
“Os políticos realmente merecem mais consideração do que a gente: eles não podem perder tempo porque trabalham demais”, ironizou o passageiro Walcimar, enquanto aguardava o check-in no balcão da TAM.