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Roseana diz no Senado que Maranhão é 'terra das oportunidades perdidas'

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Data de Publicação: 18 de março de 2008
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Acredite se quiser!

Julião Amim reage e afirma que ações e omissões da ex-governadora deixaram danos irreparáveis ao estado

O deputado federal Julião Amim (PDT-MA) reagiu, indignado, ao pronunciamento da senadora Roseana Sarney, feito, ontem à tarde, no Plenário do Senado, dando conta de que “o Maranhão tem se transformado, nos últimos anos, na terra das oportunidades perdidas, apesar dos altos investimentos feitos nas últimas décadas para melhorar a infra-estrutura do estado, especialmente em portos, rodovias e ferrovias”.

Foto:GERALDO MAGELA/AG.SENADO
“Quais foram as reais oportunidades que Roseana conseguiu para o Maranhão”? perguntou Julião. “Onde estava este ar de indignação que ela assume hoje na época em foi governadora, quando tinha poder e o Maranhão padecia em indicadores sociais tão ruins”? acrescentou o deputado, estranhando as declarações da senadora.

Para Julião Amin, só o “inconformismo com a vitória da Frente da Libertação e uma cegueira diante dos fatos pode fazer Roseana ignorar os esforços concretos do governo Jackson Lago diante da hercúlea tarefa de reerguer o Maranhão”.

“Enquanto ela fala num plenário vazio, o governador está em São Paulo, negociando com grupos empresariais chineses, dias após de ter conversado abertamente com o presidente Lula, pedindo pela siderúrgica no Maranhão. Os interessados pelo progresso do estado estão acompanhando tudo, os fatos estão aí. Não é fácil buscar oportunidades diante da terra arrasada que eles deixaram”, afirmou Amin. O deputado refere-se ao amplamente divulgado encontro do governador com o presidente Lula na última reunião dos governadores do nordeste, ocorrida em Sergipe.

Para Julião, os ataques de Roseana hoje não causam mais mal ao estado, “felizmente”, nem contribuem para o debate político, “mas suas ações e omissões como governadora deixaram danos irreparáveis ao Maranhão”. Ele refere-se ao desmantelamento do sistema de produção, a não construção de escolas, a uma ausência de política salarial para o funcionalismo, aos escândalos de obras inacabadas e suspeitas como Salangô, de obras embargadas pelo TCU como o Sistema Italuís, de desastres empresariais como o pólo de confecção de Rosário, de ‘privatizações irresponsáveis’ como a do BEM. “E, como se não bastasse, era uma promessa de refinaria e de siderúrgica às vésperas de cada eleição. O povo cansou, e só ela não entendeu isso”.

Por fim, Julião conclamou a todas as forças políticas de todas as alas que querem um debate positivo e sincero para o Maranhão que “somem esforços a favor desse nosso momento político, desse governo que está buscando efetivamente trazer investimentos, recuperar nossa capacidade de produzir e conquistar de volta a auto-estima que quarenta anos de atraso nos tiraram”, finalizou.

'TERRA DAS OPORTUNIDADES PERDIDAS'

O Maranhão tem se transformado, nos últimos anos, na “terra das oportunidades perdidas”, apesar dos altos investimentos feitos nas últimas décadas para melhorar a infra-estrutura do estado, especialmente em portos, rodovias e ferrovias, conforme afirmou a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), em discurso nesta segunda-feira, no plenário do Senado.

Ela citou três grandes projetos que chegaram a ser negociados com as autoridades maranhenses mas, por indefinição e descaso, acabaram sendo levados para outros estados. O primeiro foi a nova refinaria da Petrobras, que acabou sendo direcionada para Pernambuco. Depois, a chinesa Baostell negociou uma siderúrgica no Maranhão, que iria gerar 10 mil empregos na fase

Houve longas negociações e, conforme a senadora, no final, os chineses foram construir a siderúrgica em Vitória (ES), “cansados das indefinições e descompassos das autoridades maranhenses”. Por último, já no atual governo, o grupo Gerdau deixou o Maranhão, depois de tercomprado o projeto da Margusa, no município de Bacabeira, que produz ferro gusa.

O grupo Gerdau pretendia plantar eucalipto no Baixo Parnaíba e, futuramente, construir uma aciaria. Entretanto, “submetidos a exigências absurdas, cancelamentos sucessivos de audiências públicas, atrasos e descaso das autoridades estaduais”, os empresários se cansaram “e foram procurar outra freguesia”, afirmou a senadora maranhense.

Dizendo-se inconformada com a situação, Roseana Sarney manifestou-se disposta a quebrar essa “seqüência angustiante de oportunidades perdidas” e informou ter tratado do assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Disse ainda ter mantido contato com a Vale e que, “com a graça de Deus,o Maranhão haverá de conseguir um investimento de porte”. Ela conclamou por uma união de forças políticas - de empresários a trabalhadores - para que o estado consiga obter investimentos que o tirem das atuais dificuldades.

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