Na terceira semana da Operação Arco de Fogo, fiscais do Ibama, da Sema (Secretaria Estadual do Meio Ambiente) e da Polícia Ambiental do Pará apreenderam, durante ação conduzida anteontem à tarde, cerca de 300 toras de madeira nobre que estavam enterradas em uma serraria do município.
As toras estavam distribuídas sob serragens no pátio da serraria Santo André e só puderam ser identificadas porque havia chovido no local —a água possibilitou que os fiscais observassem o formato da madeira por debaixo do material.
O dono da empresa, cujo nome não foi divulgado, foi preso em flagrante. Foi a primeira prisão desde o começo da operação, deflagrada em 26 de fevereiro. De acordo com o governo estadual, a madeira escondida havia sido obtida de espécie nobre de árvores, como angelim e jatobá.
No mesmo dia, fiscais da secretaria, do Ibama e da Polícia Federal sobrevoaram uma área de cinco quilômetros em volta de Tailândia e descobriram que entre 300 a 500 toras foram abandonadas em um milharal próximo à rodovia PA-150.
A secretaria informou que, desde o início das ações, três serrarias tinham sido “desmontadas” (lacradas e com os equipamentos e estruturas retirados do local) pela PF. Outras oito estão lacradas e devem ter o mesmo destino.
Até anteontem, 13,5 mil metros cúbicos de madeira haviam sido retiradas do pátio de nove serrarias de Tailândia. Desse material, 6.878 toras tiveram de ser transportadas em 527 viagens de caminhão. O restando foi levado até Belém (PA) por balsa. O Ibama informou que, até quinta-feira, havia aplicado R$ 5 milhões em 52 multas lavradas no Estado.