Corregedoria Geral da Sesec apura denúncias contra PMs em ImperatrizA Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Cidadã está desenvolvendo um vasto trabalho no município de Imperatriz. Desde o mês passado, equipes da Corregedoria Adjunta da Polícia Militar se deslocaram até a Região Tocantina a fim de fazer um levantamento e apurar denúncias de irregularidades que envolvem policiais militares.
Conforme explicou a corregedora-geral do Sistema de Segurança do Maranhão, Maria das Graças Carvalho, o órgão tem a função de fiscalizar e investigar acusações que evidenciem a conduta ilícita dos profissionais que atuam na segurança do Estado.
“É importante que a população continue colaborando conosco, atuando como parceira da Secretaria de Segurança para que possamos combater este tipo de prática. Cada vez que o cidadão se sentir prejudicado nos seus direitos por atos cometidos por policiais, deve se dirigir até a Corregedoria que estaremos à disposição para receber as informações e dar início às investigações”, disse a corregedora.
No caso de Imperatriz, ela informou que a realização desta ação foi necessária em virtude de denúncias feitas por mais de dez entidades daquele município - dentre associações de bairros, comissões de Direitos Humanos e sindicatos – que foram encaminhadas à Secretaria de Segurança, por meio de um abaixo-assinado. No documento, as instituições relatam vários casos de transgressões cometidas por policiais contra a população daquela região.
Diante dos fatos, uma comissão da Corregedoria foi deslocada até a cidade, para dar início às investigações, tomando de-poimentos de denunciantes e supostas vítimas. Tais trabalhos determinaram a abertura de sindicância requerida pelo Comando Geral da Polícia Militar do Maranhão.
A Corregedoria Adjunta da PMMA, desde o início desta semana, está instalada no prédio das promotorias de Justiça da Comarca de Imperatriz, onde vem dando continuidade as atividades, ouvindo novas declarações de testemunhas e também dos policiais citados nas denúncias, para que o processo seja amplamente instruído e fundamentado com as informações que forem julgadas necessárias.
A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos até o início de abril. A partir disso, a Corregedoria deve analisar todas as provas, sendo elas favoráveis ou desfavoráveis aos militares envolvidos, e recomendar a punição dos acusados ou o arquivamento do processo ao Comando Geral da PMMA, que tem a competência legal para a apreciação.
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