Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição 22,550
Edição 22,550

Editorial
O círculo se fecha

O círculo se fecha

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 16 de março de 2008
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

A condenação do ex-deputado Paulo Marinho a oito anos de prisão tomou de surpresa os meios políticos. Não que isso não fosse possível ou até mesmo provável, já que o número de processos em torno das atividades de gestão do ex-parlamentar é, no mínimo, inusitado.

Esta condenação mostra que a Justiça cada vez mais está vigilante contra atos de fraudes em concorrências públicas. Mostra, também, que nem sempre é possível burlar a lei pela via do tráfico de influência. É mais um golpe no grupo político do senador Sarney, que, de um momento para outro, caiu nas malhas da lei através de situações esdrúxulas de improbidade como as de Edinho Lobão, Fernando Sarney e, agora, Paulo Marinho.

Costuma-se dizer que a justiça tarda, mas não falha. Não precisamente por Paulo Marinho, mas as denúncias de falcatruas e crimes outros de corrupção envolvendo esse grupo político já sinalizavam no rumo de uma condenação. Há coisas demais a serem explicadas, tais como a falência fraudulenta dó Banco do Estado e as relações financeiras mal esclarecida que envolveram Jader Barbalho, a Sudam e o grupo político liderado por José Sarney.

No caso de Paulo Marinho, a mal afamada Construtec ressurge das cinzas enrolada num adiantamento de R$ 2,5 milhões feito pela Previdência durante a gestão do ex-prefeito. Sob a proteção da imunidade, muitos anos se passaram até que Marinho caísse nas malhas da lei.

Não se trata apenas de ofensas ao ordenamento jurídico. É isso, sim, mas com a capa da impunidade que sempre vestiu um grupo político que provocou um verdadeiro desastre no Maranhão em áreas sensíveis como o desenvolvimento, o progresso e, principalmente, a área social. O Estado se tornou, por conta de gestões que em nada obedeceram formalidades legais, o mais pobre da Nação.

É provável que depois de condenado o primeiro de seus membros a prisão em regime fechado, o grupo político do senhor Sarney aprenda, finalmente, que não está acima das leis. O julgamento de Paulo Marinho deixa em polvorosa um condestado político cujo líder costuma se gabar nos bastidores do poder e influência que exerce junto à Justiça. Prova-se, agora, que tudo isso é uma ilusão, uma falácia ou, então, que o Poder Judiciário busca sua moralidade em relação ao Maranhão, como assim exigiu o Dr. Dalmo Dallari.

A pena restritiva de direitos é a única que se coaduna com o mar de corrupção que há tanto tempo se alastra por esse país. O Brasil não pode mais acordar com medo da notícia, e chegará o momento em que ninguém mais se sentirá imune às regras da convivência em sociedade e no direito de solapar o bem público. O círculo se fecha e eles estão ficando sozinhos.

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br