A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, esperou quase 15 minutos para ser recebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira, informou a Folha de S. Paulo.
Segundo a reportagem, Rice ficou plantada esperando porque o presidente brasileiro conversava com o ministro José Múcio (Relações Institucionais) e o senador Romeu Tuma (PTB-SP) quando a secretária de Estado dos EUA chegou ao Planalto.
A Folha informou ainda que, como a ante-sala presidencial estava lotada, ela ficou no mezzanino do Palácio, à mercê dos fotógrafos.

Rice chegou por volta das 7h30 desta quinta-feira a Brasília. Além do encontro com Lula, a secretária de Estado também foi recebida pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Após almoçar com o ministro brasileiro, a secretária americana foi a Salvador. Ontem ela visitou programas sociais voltados a melhorar a vida das comunidades negras.
Farc – A secretária de Estado americana demonstrou sua esperança em que os países vizinhos da Colômbia cumpram seus compromissos de impedir que as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) usem seus territórios “para continuar matando inocentes”.
“Estamos muito preocupados com a situação regional (na América do Sul)”, disse Rice em entrevista coletiva concedida em Brasília ao lado de Amorim.
A secretária declarou que os EUA “apreciam os esforços para promover a reconciliação e para reduzir as tensões” que foram registradas no marco da OEA (Organização dos Estados Americanos), mas disse que não se pode baixar a guarda em assuntos como “terrorismo e segurança”.
No dia 1º de março, a Colômbia realizou uma ação militar em território equatoriano, matando o número dois do grupo, Raúl Reyes. O incidente desencadeou uma grave crise entre os dois países e a Venezuela, encerrada em reunião da OEA.
“Os países não podem ser ameaçados nem de dentro nem de fora. E devemos evitar que os terroristas continuem matando inocentes”, afirmou a chefe da diplomacia americana.
Rice insistiu em qualificar as Farc como “terroristas” e garantiu que “a lei e a ordem” foram restabelecidas na Colômbia por um “presidente democrático”, em alusão a Álvaro Uribe.