Segurança não consegue evitar que menino peça ‘um real’ para a secretária de Estado dos EUA
A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, dançou ontem diante da banda Olodum, após visitar a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, na Bahia.
Rice concluiu, às 10h30 de ontem, seu passeio por Salvador (BA), onde chegou às 16h35 de quinta. “Foi uma honra e um prazer conhecer Salvador. Gostei muito, tive momentos ótimos. Vou recomendar”, disse, pouco antes de deixar o Pelourinho e se dirigir ao aeroporto, de onde embarcou para Santiago (Chile).

Rice chegou ao bairro histórico de Salvador, como previsto, às 8 horas. Ali, acompanhou um ritual inter-religioso na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, uma das mais belas da região, conheceu as obras sociais desenvolvidas pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), em parceria, no Estado, com a Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba), e visitou o Museu Afro da Bahia. Tudo intercalado por apresentações musicais, como da banda Olodum, e performáticas, como rodas de capoeira, em ritmo de city tour.
No passeio, a secretária de Estado esteve acompanhada, o tempo todo, pelo governador baiano, Jaques Wagner, pelo prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, e pelos ministros da Cultura, Gilberto Gil, e do Turismo, Marta Suplicy. Todos voltaram a ressaltar a importância da exposição da visita de Rice para a divulgação da Bahia, mas reconheceram que, na visita, não houve discussões de trabalho.
Além dos anfitriões, um grande grupo de agentes das polícias federais brasileira e norte-americana, sem falar dos policiais militares, tratavam de evitar que qualquer pessoa se aproximasse de Rice. Não impediram, porém, que a secretária de Estado passasse pelo constrangimento de receber um pedido de um real de um menino – algo comum no local. Ela não entendeu o pedido, mas o assédio das equipes de segurança fizeram o garoto fugir correndo.
Cerca de 10 minutos depois de Rice ter ido embora, rumo ao aeroporto, um grupo de cerca de 20 pessoas, integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Internacional Revolucionária da Juventude, começaram um apitaço na frente do Museu Afro. Com uma faixa em que pregavam a retirada das tropas americanas do Iraque e brasileiras do Haiti, os manifestantes ficaram cerca de 30 minutos no local, mesmo cientes que a secretária já havia se deslocado para o aeroporto. Houve tempo, claro, para a “tradicional” queima da bandeira norte-americana.