A última audiência do processo de extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola foi marcada por uma guerra de versões entre advogados de defesa e o governo brasileiro que só será solucionada na semana que vem, quando deve ser anunciado o desfecho do caso.
A audiência de anteontem só foi marcada porque os três juízes da Corte de Apelações, o tribunal que decidirá o destino de Cacciola, pediram mais informações sobre o direito de defesa do ex-banqueiro no Brasil. A Corte queria a confirmação de que, em caso de extradição, Cacciola terá direito a todos os recursos judiciais existentes.
Agora, cresce novamente a expectativa para a decisão do tribunal, que não tem prazo para ser anunciada, mas deve sair em até dez dias.
O governo brasileiro afirma que todos os documentos necessários foram entregues ao tribunal. Já os advogados de Cacciola afirmam que faltam papéis essenciais solicitados pela Justiça. Ambos se dizem confiantes na vitória. Mas como a Corte não fala sobre o caso, só quando sair a decisão será possível provar quem está com a razão.
Cacciola vivia na Itália desde 2000, quando aproveitou um habeas corpus e fugiu. Em 1999, o então dono do banco Marka se envolveu em operações que resultaram num prejuízo de R$ 1,6 bilhão para o governo brasileiro. Em 2005, foi condenado a 13 anos de prisão.