A Assembléia Legislativa realizou, na quinta-feira, sessão especial para explanação e reflexão sobre a Campanha da Fraternidade de 2008, cujo tema é “Fraternidade e Defesa da Vida” e o lema “Escolhe, pois, a vida”. O objetivo é levar a Igreja e a sociedade a defender e a promover a vida humana, desde sua concepção até sua morte natural.
Participaram da sessão, o arcebispo metropolitano de São Luís, dom José Belisário da Silva; padre Humberto Guidotti, professor de Ética e Moral do Iesma; padre Flávio Lazzarin, secretário-regional da CNBB; padre Inaldo da Conceição Vieira Serejo, coordenador estadual da Comissão Pastoral da Terra (CPT); doutor José Américo de Abreu Costa, juiz de Direito da comarca de São Luís; Maria Lucia Filgueiras Ribeiro, representante da Pastoral da Família e Maria do Carmo Oliveira Matos, do Grupo de Encontro de Casais com Cristo (ECC).
Dentre os parlamentares estiveram presentes os deputados Afonso Manoel (PSB), João Batista (PP), Chico Gomes (DEM), Victor Mendes (PV), Edivaldo Holanda (PTC), Maura Jorge (DEM), Cleide Coutinho (PSDB), Graciete Lisboa (PSDB) e a autora da iniciativa deputada Helena Barros Heluy (PT).
O arcebispo dom José Belisário iniciou a sessão rezando a oração da Campanha da Fraternidade e entregou ao deputado Afonso Manoel, que presidiu a sessão, o Manual da Campanha da Fraternidade deste ano.
Bioética – O padre Humberto Guidotti refletiu sobre quatro pontos. A fraternidade como categoria política, a Bioética, os Embriões e a “Cultura de morte”. Ele lembrou que as democracias modernas reconhecem suas próprias raízes no mote revolucionário: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, mas muitas vezes deixam de lado o princípio da fraternidade.
Acerca da questão bioética, Guidotti alertou sobre as mudanças no modo de nascer, viver e morrer a partir do desenvolvimento técnico-científico contemporâneo. “O desenvolvimento tecnológico da medicina, os progressos da ciência biológica e a preocupação ecológica colocam novos desafios que a tradicional ética [médica] não consegue responder”.
Ele afirmou que seria necessário um saber mais global, interdisciplinar e, principalmente, ético mais consistente para lhe dar com essa nova reflexão moral das ciências da vida e da saúde. E defendeu, para isso, o envolvimento de toda sociedade, uma vez que, a defesa da vida, a promoção da saúde e a conservação do meio-ambiente são assuntos de interesse de todos.