O ministro Armando Félix, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, e o diretor-geral da Agência Brasileira de Informação (Abin), Paulo Lacerda, serão convidados a prestar esclarecimentos à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos. A ex-ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, também foi chamada. Ela pediu demissão do cargo depois de ter admitido o uso pessoal do cartão corporativo do governo federal.
Os parlamentares aprovaram também a convocação de duas autoridades durante o governo Fernando Henrique Cardoso: Alberto Cardoso, na época ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e Mauro Marcelo Lima e Silva, que foi diretor-geral da Abin.
Do atual governo, a CPMI aprovou os requerimentos para ouvir os ministros dos Esportes, Orlando Silva, e da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin. Eles são acusados de terem pago despesas pessoais com o cartão.
Os requerimentos dos ministros e da ex-ministra Matilde Ribeiro foram aprovados na forma de “convite”. Caso as autoridades não compareçam, serão convocadas para depoimento. A presidente da CPMI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), disse que se o convite for recusado, a convocação será feita automaticamente, sem a necessidade de uma nova reunião para decidir o assunto.
A convocação dos líderes e ex-líderes da Abin e do GSI foi aprovada depois de acordo para que a análise do requerimento de informação, de autoria dos deputados democratas Índio da Costa (RJ) e Vic Pires Franco (PA), fosse postergada.
O requerimento pede informações à Casa Civil sobre os gastos com cartão corporativo do governo federal desde que começou a ser usado em 2002, o nome do titular do cartão, o limite mensal, o detalhamento dos gastos e cópia das notas fiscais das compras.
O acordo é para que esse requerimento seja votado depois dos depoimentos de Félix e Lacerda. As datas dos depoimentos serão definidas posteriormente.a