Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição 22,547
Edição 22,547

Cidade
Sai o listão do PSG III DA UFMA
'Camelódromo' pretende ser pólo revitalizador do comércio de SL
Moradores bloqueiam avenida em protesto pela precariedade das ruas
Home » Edições » 2008 » Março » Edição 22,547 » Cidade

'Camelódromo' pretende ser pólo revitalizador do comércio de SL

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 13 de março de 2008
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

Com a presença do prefeito Tadeu Palácio e de vários secretários, o Centro do Comércio Informal (CCI) de São Luís será inaugurado amanhã, sexta-feira, às 9h, tendo como meta transformar-se num importante pólo gerador de renda para o comércio do centro da cidade. Os idealizadores do “Camelódromo” apostam no incremento das vendas não só do comércio informal mas também do formal, devido ao aquecimento do fluxo de pessoas no centro, a partir da desobstrução da avenida Magalhães de Almeida.

Foto:G.FERREIRA
Barracas já estão instaladas no Centro de Comércio Informal

O CCI contará com banheiros, depósitos, arquitetura adaptada para portadores de deficiência física, posto policial, segurança particular e um posto da Secretária Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), que fará o monitoramento do transporte alternativo na área.

De acordo com o secretário Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh), Roberto Furtado, o CCI é fruto de uma parceria entre vendedores ambulantes e a Prefeitura de São Luís. “Do desejo de profissionalizar e dar melhores condições de trabalho aos ambulantes nasceu a idéia de se criar o Centro”, disse Furtado.

O novo centro abrigará cerca de 300 barracas de vendedores ambulantes. Dessas, 155 foram reservadas para ambulantes atualmente alojados na avenida Magalhães de Almeida, rua de Nazaré e praça João Lisboa. Os locais em que cada ambulante se instalará será definido por meio de sorteio. As 145 barracas restantes deverão ser divididas entre os vendedores que desejem trabalhar no local. Os que ficam próximos ao Centro terão prioridade. Os demais serão sorteados entre outros trabalhadores que desejarem trabalhar no CCI. Só serão inseridos na lista os vendedores que já estiverem cadastrados na Semurh e nas entidades de classe que os representam.

Estrutura – Todo o modelo de funcionamento do CCI foi sugerido pelos próprios vendedores ambulantes. Atualmente eles gastam muito com armazéns para guardar suas mercadorias e têm horário de trabalho reduzido por conta da falta de segurança. De acordo com Roberto Furtado, no Centro eles terão depósitos, além de disporem de segurança 24 horas por dia. A estrutura do CCI contará com vendedores treinados e uniformizados, central de cartão de crédito, pontos padronizados, refeitório, equipe de limpeza e manutenção.

Receio – Segundo Domingos Lopes, 49, vendedor ambulante há 16 anos, a principal dúvida dos camelôs quanto à mudança é em relação a uma possível queda nas vendas, já que nas ruas as mercadorias ficam expostas e dentro do Centro ficarão escondidas.

“Contamos com a ajuda da Prefeitura para a divulgação massiva do novo projeto para que com isso o interesse das pessoas seja logo despertado”, afirmou o ambulante.

Vans – Enquanto os ambulantes vêem as mudanças na Magalhães de Almeida até com certo otimismo, os perueiros afirmam ter ficado no prejuízo com a retirada da plataforma de embarque e desembarque da avenida. “Mal temos tempo de esperar os passageiros desceram e embarcarem novamente, que os guardas de trânsito querem nos multar. Com essas mudanças acredito que vamos perder tempo, combustível e dinheiro”, disse Pedro Vieira Neto, motorista de van desde 2001.

Roberto Furtado, da Semurh, garantiu que no momento em que se disciplinar o comércio informal e for aberta a Magalhães de Almeida, um grande passo será dado no projeto de revitalização do comércio no centro da cidade e os condutores de vans também vão ganhar com isso. “Vamos abrir a via pública, o que fará com que o fluxo de veículos aumente. Junto a isso, vamos desviar a rota das vans do transporte alternativo para que elas tenham um posto de embarque e desembarque ao lado do CCI. Com a padronização e o ordenamento, a qualidade dos serviços prestados vai melhorar. Isto, por si só, já será um importante atrativo para os clientes”, garantiu.

Após a conclusão da obra, a avenida Magalhães de Almeida voltará a ter tráfego de veículos em mão dupla, uma vez que uma das pistas, atualmente ocupada por comerciantes informais, será liberada. O trânsito na pista desocupada será no sentido Mercado Central/Praça João Lisboa – em princípio, até a rua de Santana.

(Jully Camilo e Redação)

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br