POR JOSÉ LINHARES JR.
O engenheiro Moacyr Martins Figueiredo esteve ontem na redação do JP para denunciar que foi tratado com desrespeito pelo gerente administrativo de nome Pádua, da agência do Banco do Brasil no São Cristóvão. De acordo com Figueiredo, após ter encontrado um cheque de R$ 5 mil no interior da agência e devolvido pessoalmente ao dono, ele foi constrangido por Pádua.
Moacyr contou que estava no BB, na companhia de seu filho André Luis de Freitas Figueiredo, para sacar um cheque referente a uma indenização da Fundação de Amparo a Pesquisa e Extensão, ligada a Universidade Estadual do Maranhão. O cheque era da própria agência. “No caminho para os caixas de auto-atendimento, meu filho encontrou um outro cheque no chão”, disse o engenheiro.

O cheque no valor de R$ 5 mil estava assinado, sem endosso algum, pronto para o saque no caixa. “Quando encontrei o cheque, minha primeira atitude foi procurar o gerente do banco. Tivemos a informação de que todos estavam em reunião. Pedi para um segurança que usasse o sistema de som do banco para comunicar o achado. Ele disse que não existia”, relatou Moacyr.
Após isso, o segurança pediu que o engenheiro lhe desse o cheque. Moacyr respondeu negativamente ao pedido e perguntou aos clientes da fila se alguém havia perdido um cheque.
Após alguns minutos perguntando, Moacyr encontrou um rapaz que se apresentou como dono do cheque. “Ele me disse a data, o nome da empresa e outras informações referentes ao cheque. Decidi pegar o número de seus documentos e telefone. Só depois devolvi o cheque para ele”, esclareceu Moacyr.
Depois de ter devolvido o cheque de R$ 5 mil, e quando ainda estava na fila do caixa de auto-atendimento para sacar seu próprio cheque, Moacyr foi abordado pelo gerente conhecido com Pádua. “Ele estava acompanhado por dois seguranças armados. Pediu meu cheque afirmando que era um procedimento do banco. Levou o documento e voltou. Perguntei para ele se creditando o cheque na conta de minha esposa o valor estaria disponível nas próximas duas horas. Ele disse que o dinheiro só estaria na conta na manhã do dia seguinte e que o melhor a fazer seria ir para o caixa comum”, disse.
Após uma hora na fila de idosos, Moacyr foi informado de que o procedimento poderia, sim, ter sido feito pelo caixa de auto-atendimento. “Só depois de tudo é que fui perceber a humilhação por que passei. Aquele gerente achava que eu ainda estava com o cheque, que era um ladrão. Quando percebeu que havia se enganado, em vez de me ajudar, tratou foi de dificultar minha situação”, lamentou Moacyr.
O engenheiro procurou a delegacia de Polícia do Vinhais onde registrou boletim de ocorrência e fui encaminhado a Delegacia do Idoso. Além disso, registrou protocolo na ouvidoria do banco do Brasil e visitou a Promotoria do Idoso. “Meu gesto de honestidade foi pago com deboche e desrespeito”, disse Moacyr.
Outro lado – O gerente da agência São Cristóvão do BB, João Alberto Guimarães Almeida, ao ficar sabendo pelo JP das acusações do engenheiro procurou o gerente administrativo Pádua. Durante a conversa ficou comprovado que o funcionário “não agiu de acordo com o procedimento” orientado pelo banco nesses casos. “Houve erros no procedimento. O funcionário sabe disso e quer se desculpar com o cliente. Não existe nada que justifique a atitude dele (Pádua)”, comentou o gerente.
“Acho que é o mínimo a ser feito. Se essa postura séria fosse tomada por mais superiores, quem sabe o atendimento nos bancos melhorasse. O gerente provou ser uma pessoa idônea, mas não vou descansar enquanto o constrangimento público passado por mim não seja devidamente remediado”, disse Moacyr Figueiredo.