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Ocupante de terreno denuncia intimidação
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Ocupante de terreno denuncia intimidação

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Data de Publicação: 11 de março de 2008
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O pedreiro José Benedito Torres, que ocupa um terreno no Vinhais, procurou o JP para denunciar que está sendo intimidado por pessoas interessadas em expulsá-lo da área. Segundo José Benedito, na quinta-feira, ocupantes de um táxi Siena, cor branca, placa NHD-1416, passaram filmando o local onde ele mora – um sítio localizado na travessa do Arame, nº 7, Vila Menino Jesus de Praga, Vinhais. “Estão querendo me intimidar. De vez em quando passam jagunços por aqui, e ficam olhando para dentro do sítio, rondando a área. Tenho medo de que aconteça algo comigo ou com minha família”, disse o pedreiro.

Foto:GILSON TEIXEIRA
José Benedito mostra procuração ao advogado que cuida de seus interesses na Justiça

Ontem, José Benedito procurou a polícia para prestar queixa e registrar o boletim de ocorrência. Apesar de não ter certeza de quem está tentando lhe intimidar, José suspeita que o motivo para a intimidação é o fato de estar morando em um terreno da União, mas que um suposto dono apareceu para retirá-lo de lá. “Querem que eu saia da terra com apenas mil reais no bolso, sem ter outro lugar para morar. Não posso aceitar isso. Moro aqui há 19 anos. Construí uma vida aqui. Agora querem me colocar para fora. Não vou aceitar essa situação”, disse o pedreiro.

José Benedito mora no terreno com outras duas famílias, ou seja, 14 pessoas, entre elas, sete crianças. Ele contou à reportagem que foi colocado no local para ser vigia, desde 1989. O suposto dono teria lhe prometido pagar um salário mínimo por mês – promessa que não foi cumprida. “Fiquei refém do lugar, sem ganhar absolutamente nada em troca, e sem receber a visita de nenhum ‘dono’ durante quase dez anos. Em 1998 começaram as ameaças para que eu e as outras pessoas deixássemos as nossas casas. Contratei advogado e o caso está na Justiça. Porém, agora estou com medo, porque têm acontecido essas coisas estranhas, como a da filmagem, feita de dentro de um táxi”, revelou.

Segundo o pedreiro, o terreno onde mora já foi avaliado em R$ 200 mil. Ele disse ao JP que recentemente, recebeu uma proposta de compra do dono de um condomínio ao lado do terreno. “Se ele veio me procurar, é porque alguém explicou a ele a situação, e o está usando para me sondar. Mas eu já cansei de dizer que não me incomodo em sair; eu só preciso é de uma garantia de que vou ter onde morar e ter meus direitos respeitados. Se eu não lutar por isso, vou ficar na rua da amargura”, desabafou.

(Da Redação)

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