Embora a Petrobras negue que venha segurando o preço da gasolina e do diesel no mercado interno, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) admitiu nesta segunda-feira que o governo vem adotando tal medida e que continuará fazendo até quando for possível. Lobão se referiu à alta do preço do barril no mercado internacional, que chegou a ser cotado a US$ 108 durante o dia.
“A Petrobras não faz ajustes desde 2005, e tem havido alguma inflação, embora pequena. Além do preço internacional que está muito elevado. Nós estamos segurando desde 2005, haveremos de conseguir segurar por mais algum tempo”, afirmou Lobão, após a posse do novo presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz, no Rio de Janeiro.
O barril do petróleo cru para entrega em abril, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), fechou cotado a US$ 107,90, cedendo um pouco após atingir o recorde de US$ 108,21.
Para Lobão, o fato de a Petrobras não ajustar o preço da gasolina e do diesel há mais de dois anos é um exemplo significativo da política adotada pelo governo.
“Tudo que o governo puder fazer para não impactar o bolso do consumidor, ele o fará”, completou Lobão.
Recentemente, o diretor de abastecimento e refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, declarou que o preço do barril de petróleo continua oscilando no mercado, e que a empresa vai esperar um prazo maior para avaliar um ajuste nos preços dos combustíveis.