Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição 22,535
Edição 22,535

Editorial
O lado político da Conferência Ambiental

O lado político da Conferência Ambiental

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 1 de março de 2008
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

A pregação sistemática do secretário de Estado Othelino Nova Alves Neto, de que o desenvolvimento sustentável precisa sair da retórica, é o que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais, ao realizar conferências regionais que desembocaram na Conferência Estadual do Meio Ambiente conseguiu nos últimos três dias.

Nada menos quer 2.500 pessoas foram mobilizadas para dizer onde o Maranhão dói ambientalmente em cada uma de suas regiões. O palco das sugestões e das cobranças foi aberto para que se explicasse porque as mudanças climáticas estão na agenda do planeta e como elas atingem esse Estado ferido durante décadas pela incompetência administrativa que solapou a tranqüilidade ambiental dos maranhenses.

Foi preciso que o secretário dissesse que a ministra Marina Silva não pode ser considerada radical por enfrentar os predadores do meio ambiente, que esse modelo de desenvolvimento econômico que não distribui renda e acumula riquezas não nos serve mais e que defendesse sua gestão afirmando que entre os 36 municípios onde mais cresce o desmatamento nenhum pertence ao Maranhão.

Falar da incompetência articulada do sarneisismo que transformou a Secretaria do Meio Ambiente num mero departamento da Secretaria de Saúde, não é novidade. Denunciar a prática condenável dos madeireiros ilegais tentando corromper os servidores públicos não é apenas uma denúncia suposta, um problema de retórica. De verdade, o orçamento da Secretaria de Meio Ambiente ainda é o menor orçamento do Maranhão, mas a presença de 800 delegados, de todos os rincões do Estado, mostra que a sociedade civil organizada está prestes a mudar essa situação.

Não se trata aqui de dizer que o governador Jackson Lago tenta, a todo custo, e parece estar conseguindo, mudar o sentido da administração, convocando a participação popular. Mas é este o Governo que conseguiu ouvir 2.500 pessoas em todo o Estado sobre todas as devastações ambientais que ocorrem em cada um dos municípios. É este o Governo que mais investiu na preservação ambiental até hoje.

Há coisas que tem que ser ditas. Othelino Neto criticou virulentamente o senador Flecha Ribeiro por seus achaques contra a ministra Marina da Silva; denunciou a atitude criminosa do senador Jonas Ribeiro que defende, hoje, a redução das áreas de reserva legal e os senadores sarneisistas do Maranhão que fazem pouco caso desse Estado, além de prefeitos que ainda não entenderam que a política do Meio Ambiente, por tratar especificamente da preservação da vida no planeta, pode ser mais importante que o asfalto que rende votos.

A Conferência se encerrou ontem. Que sobre dela o direito de respirar, de ungir os povos em torno de um dilema que é de todos nós. Que seja ela um caminho para o fim da desertificação, o fim das mudanças climáticas e do desperdício criminoso das águas. Apenas cobramos que o relatório de tudo isso, chegue às mãos de cada criança, em cada escola, em cada família. E que o Governo do Maranhão continue nessa luta que a humanidade inteira transformou em ideal.

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br