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Gasto sigiloso da Presidência no ano de 2007 foi de R$ 3,7 mi
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Data de Publicação: 9 de fevereiro de 2008
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As contas dos cartões corporativos diretamente ligados aos gabinetes e residências oficiais do presidente, vice-presidente e seus familiares somaram R$ 4 milhões em 2007, dos quais R$ 3,7 milhões estão guardados sob sigilo para “garantia da segurança da sociedade e do Estado”. O restante, cerca de R$ 300 mil, foram gastos por 14 funcionários da Presidência e as despesas podem ser verificadas no site Portal da Transparência.

São contas que variam do material de escritório para o Planalto, até as despesas dos seguranças dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Florianópolis (SC) e São Bernardo (SP), conforme a Folha de S. Paulo revelou nesta semana. O governo agora estuda colocar também estes demonstrativos de gastos sob sigilo.

A parte mantida sob segredo diz respeito mais diretamente às atividades do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que cuidam da proteção das autoridades, o que inclui as famílias do presidente, vice-presidente e ex-presidentes, em seu dia-a-dia ou em viagens. Grande parte das despesas se refere ao acompanhamento de Lula, especialmente em viagens nacionais e internacionais.

Por meio do Siafi (sistema de acompanhamento de gastos do governo) é possível identificar nomes aos quais os gastos secretos estariam vinculados e a despesa total de cada cartão, apesar de eles não constarem no Portal da Transparência. Mas não há discriminação de cada compra ou saque. Segundo a assessoria do Democratas, quase tudo, R$ 3,6 milhões, foram gastos em 10 cartões.

Anteontem, o Planalto disse acreditar que a oposição não iria pedir acesso a essas despesas, por respeito à segurança do Estado brasileiro.

Entre 2006 e 2007, a despesa dos cartões caiu 18,6% -de R$ 4,98 milhões para R$ 4 milhões. Porém, as despesas podem ter sido executados por outro meio.

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