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EsporteO futebol amador e o político

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7 de fevereiro de 2008
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José de Oliveira Ramos

(joseoramos2006@ig.com.br)

Há exatos 38 dias chegou 2008, um ano de eleições. Eleições municipais. Nos 217 municípios maranhenses, incluindo a capital, cerca de 800 candidatos concorrerão ao cargo de Prefeito e, pelo menos uns 15 mil concorrerão ao cargo de Vereador.

Todos os candidatos sabem – e alguns até têm a desfaçatez de falar publicamente – que o futebol é a mídia mais barata que existe. Desde outubro do ano passado candidatos acostumados a caçar votos no futebol amador dos bairros estão lançando seus anzóis. Alguns até sem iscas.

Aston Vila, time da Vila Nova

Nas últimas eleições para Prefeito e vereador o eleitor do futebol amador foi enganado e, quem enganou, pensa que teve lucro. Por intermédio do autor deste texto, que tem convivência, amizade e prestígio com a maioria dos Departamentos Autônomos e Federações de São Luís, Paço do Lumiar e São José de Ribamar, foram conquistados centenas de milhares de votos. Desses, pelo menos 60% foram por intermédio do futebol amador dos bairros, principalmente os da periferia.

Pois, para as próximas eleições, nem precisamos “avisar”. Os eleitores, jogadores e familiares, presidentes de departamentos e afins, já estão cientes. Todos conhecem quem prometeu e não cumpriu e sabem que nenhuma promessa mirabolante vai ser cumprida.

Há, também, aqueles que prometeram verdadeiros complexos esportivos nos bairros. Essas promessas jamais serão cumpridas. Quadras poliesportivas, áreas para práticas esportivas comunitárias – todas essas recebem verba federal e não dependem desse ou daquele candidato a prefeito ou vereador.

Trabalhando há dezesseis anos com o esporte amador, e pelo menos doze com o futebol dos bairros, conhecemos todas as promessas dos políticos. Algumas até feitas por nosso intermédio.

O próprio prefeito Tadeu Palácio, que, para o primeiro mandato recebeu pelo menos 20% do seu quantitativo de votos do futebol amador dos bairros, até hoje, nada de estrutural fez por esse esporte. Absolutamente nada. Nenhum campo novo, nenhuma quadra nova construída que não tenha sido com verba federal.

As competições que envolvem o futebol amador (Copão Fumdel, Copa Batom) caíram assustadoramente de qualidade e os participantes não tiveram mais o apoio logístico de antes, prometido nas eleições.

A Zona Rural continua esquecida. Os vereadores que por lá se elegeram, não fizeram nada além de bancar um “grode” depois de uma ou outra competição. Nada estrutural como campo, muro, sede de Departamento e outras promessas. Mas, com certeza eles voltarão agora. O jogador-familiar-diretor-eleitor está esperando.

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