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Índios reivindicam área como ‘santuário de pajés’ em Brasília

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Data de Publicação: 26 de fevereiro de 2008
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O que para o governo do Distrito Federal será um novo bairro de alto padrão de Brasília é considerado um “santuário de pajés” para uma comunidade indígena que atualmente ocupa o local. Índios das etnias Fulni-ô, Kariri-Xocó, Korubo, Guajajara, Pankararu e Tuxá reivindicam a permanência na área apesar dos preparativos adiantados do governo para licitação dos lotes residenciais do Setor Noroeste, que deverá ocorrer nos próximos 90 dias. O plano urbanístico do novo bairro prevê a construção de 20 quadras residenciais para cerca de 40 mil moradores.

Governo quer criar bairro de alto padrão no ‘santuário’

A região ainda preserva a vegetação original do cerrado. De acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai), 32 indígenas de nove famílias estão no local, vindos do Nordeste do país. O órgão não reconhece a área como território indígena. O governo do Distrito Federal também não. “Há uma comunidade indígena que tem que ser rebocada, que na verdade não é autóctone [nativa], é uma ocupação indevida”, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Cássio Taniguchi.

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, questionado sobre a retirada dos índios para a construção dos edifícios, afirmou que a “democracia exige controvérsias” e que o governo não vai abrir mão da construção do bairro para que os índios permaneçam na área.

A questão indígena é uma das condicionantes apresentadas pelo Ministério Público do Distrito Federal e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) para aprovação da licença ambiental de instalação do empreendimento. De acordo com Taniguchi, o governo já apresentou uma solução, que deve concretizar em breve: vai transferir os índios para uma área próxima ao local que ocupam atualmente.

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