O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) evitou, ontem, marcar uma data exata para anunciar os nomes do setor elétrico. Ele negou que os pedidos de licença da líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA), e do senador José Sarney (PMDB-AP) tenham relação direta com a demora em confirmar as indicações do PMDB.
“Quanto a isso eu posso responder a vocês com segurança: nenhuma insatisfação. E quem vai decidir sou eu”, disse Lobão, referindo-se aos pedidos encaminhados por Sarney e sua filha na semana passada.
Na ocasião, o afastamento deles foram interpretados por alguns políticos como uma reação à demora em indicar os nomes que sugeriram. “Nós já temos quase tudo equacionado, faltando apenas alguns poucos nomes. O problema é que nós desejamos anunciar todos os nomes de uma só vez.”
Lobão estaria aguardando o julgamento no TCU (Tribunal de Contas da União) de uma ação que envolve José Antônio Muniz Lopes para só depois anunciar todos os nomes do setor elétrico. Muniz Lopes é indicado por Sarney para presidir a Eletrobrás. Os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e José Gomes Temporão (Saúde) e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), defendem o nome de Flávio Decat para a Eletrobrás.
Lobão e o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) apresentaram ainda outros nomes em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cerca de duas semanas. A relação incluía Miguel Colasuono para a diretoria administrativa; Benjamin Maranhão para diretoria de projetos especiais; Walter Cardeal para a diretoria de engenharia; e Astrogildo Quental para a diretoria financeira. Outra expectativa é indicar Lívio de Assis para a presidência da Eletronorte e o ex-deputado Jorge Boeira para a Eletrosul.
Na próxima sexta-feira, na reunião do conselho de administração da Petrobras, será analisado o nome de Jorge Luiz Zelada para a diretoria internacional da estatal.