Felinto Ribeiro
E-mail:
felintoribeiroescritor@yahoo.com.br ou Site:
www.felintoribeiro.xpg.com.br
O primeiro desafio da Febre Amarela em território nacional foi no governo do presidente Rodrigues Alves de 1902 a 1906. O presidente Rodrigues Alves escreveu com letras de ouro o sucesso contra a febre amarela. O grande general desta luta foi o dr. Osvaldo Cruz, aquele médico sanitarista que vivia anonimamente no bairro da Gávea-RJ. O mérito destes dois personagens, a história registra como heróis nesta luta, nenhum foi mais importante do que o outro. O presidente Rodrigues Alves foi o comandante supremo e Osvaldo Cruz foi aquele general que partiu para o campo de batalha arriscando a sua própria vida. Como medida saneadora ele teve que aplicar medidas cruéis e impopulares para debelar o mosquito responsável pela epidemia.
Teve que retirar a cobertura dos barracos dos bairros do Rio de Janeiro, cujo barracos serviam de abrigo para o mosquito criminoso. Os óbitos eram em quantidades que seriam conduzidos sem identificação das vítimas para o cemitério do Rio de Janeiro, por um veículo cognominado "rabecão" e lançado os corpos em vala comum.
As lágrimas das famílias das vítimas já haviam secado a dor da perda de seus entes queridos, abrangia a comunidade quase que total do Rio de Janeiro. Dr. Rodrigues Alves e dr. Osvaldo Cruz foram os anjos do bem que vieram com sabedoria e determinação combater aquela epidemia que estava destruindo a sociedade brasileira.
Há mais de um século esta epidemia volta a atacar a sociedade brasileira, apesar dos avanços da tecnologia e dos meios de comunicação, venho lamentar a falta de empenho do governo das autoridades sanitaristas, responsável pelo ataque à epidemia.
As autoridades têm de atender os gritos de socorro, escrevo esta mensagem, não agredindo as autoridades sanitárias, mas pedindo melhor empenho na execução das tarefas atinente ao combate à febre amarela. Vários pedidos têm sido formulados a este humilde escritor, acusando a inexistência de vacina para imunizar a nossa sociedade deste infeliz mosquito destruidor. Ao ministro da Saúde Temporão, formulo o nosso apelo, como embaixador de várias vítimas da ausência da vacina redentora. O momento é grave, a necessidade imperiosa que a sociedade em peso venha se mobilizar no combate a esta praga maligna. Estarei certo de que o ministro Temporão e que o presidente Lula terão a sensibilidade necessária para acolher o nosso grito de socorro e abastecer com a possível urgência as vacinas que irão proteger a nossa população da contaminação deste mosquito criminoso.
Aproveitamos o ensejo para alertar a vigilância sanitária nos aeroportos, e principalmente nas estações rodoviárias, onde poderá ocorrer a existência de passageiros contaminados pela febre amarela. A vigilância sanitária se torna imprescindível e urgente para a melhor proteção de nossa população. Estarei certo que o governador do Estado, dr. Jackson Lago, além de chefe de estado é médico e deve estar consciente do grave risco desta epidemia. Espero que as autoridades sanitárias do estado venham se juntar formando uma cruzada comum em defesa da grave ameaça da febre amarela. O nosso apelo já foi formulado, vamos aguardar as providências das autoridades. A semente já foi plantada, esperamos que a fertilidade da consciência de nossos governantes irá germinar e produzir bons frutos em futuro não muito distante.
Esperamos que os nossos postos de saúde venham receber grandes remessas de vacinas em condições de atender à grande procura de pessoas a estes postos em busca de vacinas.
Acreditamos que o nosso apelo encontrará guarida junto às autoridades responsáveis pelo problema.
O ministro Temporão e o presidente Lula poderão com o bom desempenho nesta luta deixar os seus nomes gravados nos anais da história com letras de ouro, imitando o bom exemplo do presidente Rodrigues Alves e do dr. Osvaldo Cruz.
Aproveito a oportunidade, para manifestar o nosso otimismo e confiança no empenho contínuo e caloroso das autoridades.