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Data de Publicação: 24 de fevereiro de 2008
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CPI DOS CARTÕES CORPORATIVOS

Após quase duas semanas de discussões em torno dos postos de comando da CPI mista dos Cartões Corporativos, agora o único entrave para o acordo entre governistas e oposição é o PT. Os outros líderes da base já estão convencidos e dispostos a ceder a presidência da comissão para um senador do PSDB.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), foi o responsável pela mudança de posição dos aliados, com o argumento de que duas CPIs trariam um desgaste maior.

Enquanto partidos como PMDB, PR e PSB já mudaram o discurso, as resistências mais fortes são Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo na Câmara, e Maurício Rands (PT-PE), líder do partido. "Já que tem que ter CPI que se faça um acordo. Acredito que devemos ceder uma vaga ao PSDB", declarou o líder do PR, Luciano Castro (RR). "Não tem por que radicalizar, acho que a posição de Fontana é muito radical. Já tomei a iniciativa de dizer ao Jucá que devemos ceder", afirmou o líder do PMDB, Henrique Eduardo (RN).

Na sexta-feira, Jucá disse que na próxima semana tentará convencer os únicos que faltam para selar o acordo, mas os petistas estão irredutíveis. "Converso todos os dias com o Jucá e respeito a opinião dele, mas estou seguro e sereno sobre a minha posição", disse Fontana.

Antes da possibilidade de um acordo, Luiz Sérgio (PT-RJ) foi indicado para a relatoria da CPI e Neuto de Conto (PMDB-SC) para a presidência, mas o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO) já sinalizou que pode recuar de sua decisão.

Caso Jucá saia derrotado, a oposição deve partir para uma investigação exclusiva do Senado. "De terça-feira não passa. Se o Jucá não resolver isso, vamos focar na CPI exclusiva do Senado", diz o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).

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