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Bombeiros ainda buscam sobreviventes de naufrágio no AM que matou catorze

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Data de Publicação: 24 de fevereiro de 2008
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O Corpo de Bombeiros e a Marinha retomaram, na manhã de ontem, as buscas pelos quatro ocupantes desaparecidos da embarcação Almirante Monteiro, que naufragou na quarta-feira (20) no rio Amazonas. Até a tarde de ontem, nada havia sido encontrado.

Um barco enviado pelos proprietários do Almirante Monteiro chegou ao local para resgatar a embarcação naufragada. No entanto, não há previsão para o início da operação, segundo a Marinha.

As equipes iriam continuar as buscas até a noite de ontem. A retomada delas será avaliada posteriormente, já que as chances de encontro sobreviventes ou corpos mais de 48 horas depois de um naufrágio são consideradas remotas.

A embarcação Almirante Monteiro, feita de madeira, saiu de Alenquer (PA) com 92 ocupantes seguia para Manaus (AM). O acidente aconteceu na região da Vila Novo Remanso, em Itacoatiara, a 90 km do centro de Manaus, quando a embarcação bateu em uma balsa de combustível que vinha na direção oposta, impulsionada por outro barco (empurrador), e naufragou. A balsa deixou o local após o acidente.

Até agora já foram identificados Rogério da Gama Caio, 9, Aline Santos Castro, de um ano e meio de idade, Rainara Taiane Chaves, 3, Maria do Socorro Silva Leitão, 44, José Luiz Costa Leitão, 49, Antonia Vieira, 82, Lucas da Cruz Nunes, 29, Jacilene da Silva Nunes, 25, Lucas Júnior da Silva Nunes, 8 e Adriel Vitor da Silva, 7 – os últimos quatro são da mesma família, de acordo com a Marinha.

Uma criança identificada como Jennifer, 3, e Ana Lucia, também estão entre os mortos. Os corpos de uma criança e de uma mulher ainda não foram reconhecidos.

A batida ocorreu em um trecho em que o rio Amazonas tem 300 metros de largura, e a 90 metros da margem esquerda do rio. É um local de águas barrentas e muita correnteza.

Condutor – O condutor da balsa que bateu no barco se apresentou à Polícia Civil na sexta-feira. Acompanhado de seu advogado, Adejamar Andrade, 49, negou negligência na navegação.

No porto de Itacoatiara, a polícia apreendeu a balsa. Segundo o delegado Alexandre Moraes, a balsa – cujo condutor não parou para socorrer as vítimas – está regularizada na Marinha e transportava 60 mil litros de combustível. Havia a suspeita de que o transporte fosse ilegal.

Martins disse, em depoimento, que tentou se comunicar com a balsa por rádio, sem sucesso, para alertar sobre a proximidade entre os barcos, que vinham em sentidos opostos.

Andrade rebateu a afirmação e disse não ter ouvido chamado da embarcação. Afirmou que Martins tentou cruzar com a balsa em trecho estreito do rio. Disse ainda que não prestou socorro aos passageiros do barco porque não percebera a gravidade do acidente. “Com a batida, ficamos com o motor parado e o do leme quebrou. Ficamos uma hora à deriva e não ouvimos gritos.”

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