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Meio Ambiente fecha o cerco à comercialização ilegal de madeira

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Data de Publicação: 22 de fevereiro de 2008
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A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) realizou ontem uma mega-operação de fiscalização e apreensão de madeiras comercializadas de forma ilegal em São Luís. Cerca de 75 metros cúbicos do produto, comportados em sete caminhões, foram apreendidos pelo órgão ambiental do Estado, somente ontem. A fiscalização será contínua e sem data prevista para terminar.

Logo no início da manhã, 20 homens do Batalhão de Policiamento Florestal surpreenderam diversos estabelecimentos do ramo, instalados na capital, para a fiscalização que compreendia tanto a verificação documental da empresa comercializadora do produto como também da procedência da madeira vendida no local.

Foto:HANDSON CHAGAS
A operação faz parte do programa de combate ao desmatamento ilegal no Maranhão, desenvolvido pelo Governo do Estado. “E uma das formas de impedirmos esse grave problema ambiental é coibindo a comercialização ilegal de madeira”, afirmou o secretário de Estado do Meio Ambiente, Othelino Neto. “Não vamos dar trégua. Receber, transportar e comercializar produtos de origem florestal sem procedência legal é crime. Vamos agir fortemente para impedirmos essas práticas em toda a cadeia produtiva”, frisou o secretário.

Na operação de ontem, seis madeireiras foram autuadas e multadas pela Sema. Segundo o superintendente de Gestão Florestal, Charlys Wagner, as principais irregularidades verificadas foram quanto à falta do Cadastro de Exploradores e Consumidores de Produtos Florestais (Ceprof), a Guia Florestal (GF), documento que permite o transporte da madeira; e o licenciamento ambiental para funcionamento do empreendimento. Os fiscais constataram também na ação, que grande parte da madeira apreendida é de procedência ilegal. “A ação será contínua e sem data prevista para terminar”, enfatizou Wagner.

O superintendente da Sema informou ainda que o cerco vai se fechar em todas as principais rotas de circulação de madeira do Estado, entre elas, a região de Buriticupu, Açailândia, Encruzo, Balsas, e outras. Ele sugere, inclusive, que o consumidor denuncie atividades ilegais e exija das madeireiras a apresentação do Ceprof antes de efetuar a compra. Para ele, esse também pode ser um fator importante no combate ao desmatamento e à comercialização ilegal de madeira.

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