O Sistema Fiema, por meio do Senai-MA em parceria com Sebrae, Amasp, Sinc, Sindileite, Senar, Sindispan e Inagro promoveu um evento gratuito e destinado às empresas de laticínios, revendedores do setor e autoridades ligadas ao setor. Na programação, rodadas de negócios, debates sobre questões ligadas à competitividade e ao desenvolvimento do setor lácteo no estado, o lançamento do projeto “Selo de Qualidade em Lácteos” – uma certificação de produtos e processos, além da palestra com Rodrigo Alvim, Presidente da Comissão Nacional de Pecuária Leiteira da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária.

o Programa de Qualidade de Lácteos
No evento foi apresentado o PQL – Programa de Qualidade do Leite, um pacto coletivo para qualificar e elevar os níveis de produtividade e qualidade da indústria láctea maranhense, lançado durante o Workshop de Lácteos realizado nessa última quinta-feira em São Luís na sede da Fiema.
O projeto prevê o adensamento da cadeia pecuária leiteira, com ênfase na industrialização de produtos lácteos em escala e de qualidade, que venham ocupar seu devido espaço no mercado interno, hoje explorado por empresas de outros estados. Essa é uma vertente do Plano Estratégico de Desenvolvimento Industrial do Maranhão, e que reúne todas as condições de se.
“Eu acredito que o Nordeste deva se tornar uma importante bacia leiteira para o Brasil e para o mundo. As vantagens competitivas da região são muitas como amplas áreas de serrado, condições climáticas ideais e ainda a maior proximidade logística da região com os grandes mercados exportadores, como a África e a Europa. Agora é preciso trabalhar e somar esforços para aumentar a qualidade dos processos e da cadeia produtiva como um todo”, destacou Rodrigo Alvim. Na palestra, Rodrigo Alvim mostrou números animadores sobre o aumento da demanda de exportações de leite para o mercado mundial e também sobre o consumo interno per capita de leite, que atualmente está na faixa dos 135 litros de leite consumidor por habitante ao ano, abaixo do índice recomendado pela Organização Mundial de Saúde que é de 180 litros de leite por habitante ao ano.