Nos próximos anos, o Maranhão deixará de ser apenas consumidor e passará à condição de gerador de energia elétrica para o país, a partir da implantação da Hidrelétrica de Estreito, com capacidade para gerar 1.087 megawatts, na região tocantina, e da Usina Termelétrica de Carvão Mineral, no Distrito Industrial de São Luís. As obras da termelétrica devem ser iniciadas no segundo semestre deste ano, após a emissão da Licença Ambiental pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

MPX Mineração e Energia Ltda e Energias de Portugal
O investimento foi discutido pelo governador Jackson Lago, ontem, no Palácio dos Leões, durante audiência com o diretor de Novos Negócios e Meio Ambiente da MPX Mineração e Energia Ltda, Paulo Monteiro, e pelo representante da estatal Energias de Portugal, Pedro Sigarda. O encontro contou com a presença do secretário de Estado de Indústria e Comércio, Júlio Noronha.
O governador Jackson Lago disse que usina representa mais desenvolvimento para o Maranhão. “Vai gerar mais emprego e renda, além de atrair novos empreendimentos para o Estado”, declarou. Ele explicou que a MPX Mineração e Energia vai implantar ainda outro projeto no Maranhão.
“Tive a confirmação de que será implantado um Parque Eólico para produção de energia, a partir do potencial de ventos que temos no Estado. São projetos importantes que vão mudar as perspectivas sociais de nosso povo”, ressaltou.
Paulo Monteiro informou que a MPX Mineração e Energia vai investir R$ 1 bi para implantar a usina, que deve gerar cerca de 1.300 empregos diretos e indiretos, no período de três anos e meio – prazo para sua construção. E cerca de 200 empregos diretos e indiretos a partir da sua operacionalização.
“A nossa expectativa é de trabalhar intensamente para implantar a usina antes do prazo previsto”, anunciou Paulo Monteiro. “A termelétrica vai proporcionar a expansão, melhoria e confiabilidade do sistema elétrico que supre o Maranhão”, garantiu. E explicou que a usina fará uso de carvão mineral importado, mantendo o controle de emissão de poluentes com tecnologia de última geração.
A Termo Maranhão, como foi batizada, será instalada em 50 hectares do módulo G do Distrito Industrial de São Luís (Disal). Terá capacidade de produzir 350 MW de energia elétrica.
Júlio Noronha acredita que a produção de energia elétrica vai permitir que mais investimentos privados venham para o Maranhão. Atualmente, o Estado consome 380MW, 30MW a mais do que a produção prevista para a termelétrica. “A usina vai estar interligada ao Sistema Nacional de Energia, mas no caso de uma necessidade urgente, a população maranhense terá a prioridade no atendimento”, explicou.
De acordo com o protocolo de intenções assinado com o Governo do Estado, durante a implantação da usina, serão contratados prioritariamente trabalhadores maranhenses e também contratadas empresas e instituições locais para o desenvolvimento do projeto, adquirindo no mercado local os bens necessários para a realização da obra.