O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu ontem por unanimidade autorizar que o senador Edison Lobão Filho (MA) se desfilie do DEM, sem riscos de punição nem prejuízos. Lobão Filho pediu autorização para deixar o democratas ao alegar que estava sendo alvo de perseguição.
Os ministros do TSE entenderam que os argumentos de Lobão Filho deveriam ser considerados e aprovaram o pedido dele.
O ministro relator do processo, Gerardo Grossi, recomendou a autorização por considerar que havia consenso entre as partes —Lobão Filho e DEM. Segundo ele, a autorização deveria ser aceita porque o que estava em julgamento não era a vaga de senador, mas um pedido para troca de partido.
Lobão Filho assumiu a vaga de suplente no lugar do pai, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), filiado ao PMDB do Maranhão. No entanto, antes de assumir a cadeira no Senado, o suplente foi acusado de uma série de irregularidades.
O suplente é acusado de usar laranja para sonegar impostos, também é suspeito de ser sócio oculto em empresa de bebidas e ainda de cometer irregularidades na venda de uma emissora de televisão. Lobão Filho negou as acusações.
Para o DEM, a permanência do senador em seus quadros seria inviável porque ele é filho de um assessor direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A negociação para a desfiliação de Lobão Filho foi feita de forma amigável pelo líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).