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Mestre Apolônio é premiado pelo Ministério da Cultura

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Data de Publicação: 20 de fevereiro de 2008
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RECONHECIMENTO

O mestre Apolônio, criador do Bumba-meu-boi da Floresta e do Tambor-de-crioula de Apolônio, foi um dos contemplados do Prêmio Culturas Populares – Mestre Duda 100 Anos de Frevo (edição 2007). Mestre Apolônio, 89 anos, acabou de receber um recurso financeiro que será revertido para o tratamento de saúde dele. O artista precisa de cuidados neurológicos e fisioterápicos, porque sofre de polineurite, doença que causa dores, inflamações e alterações sensoriais nas mãos e nos pés.

“Descrevemos na apresentação do projeto, a necessidade de apoio para o tratamento do mestre para ele continuar acompanhando o bumba-meu-boi e as demais atividades do grupo”, explicou Nadir Cruz, esposa de Apolônio e uma das coordenadoras do grupo.

Mestre Apolônio: história viva da cultura popular maranhense

Para o mestre, a premiação foi uma grata surpresa. “Sempre trabalhei pela cultura, mas nunca quis publicidade e promoção. Já estou idoso, portanto, o prêmio veio na hora certa”, comentou o artista.

O Bumba-meu-boi da Floresta, também batizado de Boi de Apolônio, é um dos mais importantes grupos de sotaque da baixada, tendo sido fundado em 1972, depois que o mestre deixou o núcleo central do Boi de Pindaré, do qual foi um dos fundadores.

Mestre Apolônio começou a brincar em grupos de bumba-meu-boi ainda criança, na região da baixada ocidental maranhense, mais precisamente no povoado Teles, localizado nos limites do município de São João Batista.

Em 1946 fundou em São Luís, o Boi de Viana, no qual permaneceu até 1959. No ano seguinte, ao lado de Coxinho, Cobrinha, Lucílio e Domingos Melônio, entre outros, criou o Boi de Pindaré, que deu origem a alguns dos mais importantes grupos de sotaque da baixada.

Com o Boi da Floresta, mestre Apolônio já se apresentou em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Pernambuco, Minas Gerais e Piauí. Em 1994, o grupo esteve na cidade de Charleville, na França.

O mestre lembra com precisão todas as viagens que realizou. “A primeira foi para Brasília, quando nos apresentamos na inauguração do Ginásio Presidente Médice. Isso, em 1973. A última foi para Belo Horizonte, onde o boi fez parte da programação do Festival Internacional de Teatro (FIT)”.

Atualmente, o Boi da Floresta conta com mais de 160 brincantes. Durante o ano inteiro, além das diversas apresentações, o grupo mantém atividades de arte-educação com jovens do bairro que denomina o boi, situado no interior da área da Liberdade. Ao todo, o grupo lançou dois CDs, sendo o mais recente intitulado “Floresta Querida”.

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