A União dos Moradores do Conjunto Maiobão encaminhou, na última sexta-feira, documento à Promotoria de Justiça de Paço do Lumiar, pedindo a instalação de uma Companhia da Polícia Militar com 100 policiais, quatro viaturas, duas motos, além de um plantão 24 horas na delegacia do Maiobão, com número suficiente de agentes para prestar serviço à população.
No documento, a União relatou que os estudantes vêm sendo assaltados em plena luz do dia; as mulheres já não podem ir à feira com medo da ação dos bandidos; os comerciantes e empresários já não têm mais paz no ambiente de trabalho e vivem trancafiados, como se estivessem em presídios. Segundo moradores, até a delegacia de Paço do Lumiar está protegida por grades, levando a população a pensar que o efetivo de agentes é insuficiente para proteger o próprio local de trabalho.
Outro problema grave que a população estaria enfrentando diz respeito à Polícia Civil. Os moradores alegam que Paço do Lumiar possui apenas duas delegacias, funcionando de forma precária, com poucos policiais, viaturas velhas e ultrapassadas, e um sistema informatizado que na maioria das vezes está fora do ar – o que obriga os populares a recorrerem à delegacia da Cidade Operária, quando querem registrar queixa.
De acordo com informações do documento encaminhado à promotoria, o 6º Batalhão da Polícia Militar, localizado na Cidade Operária, o efetivo da Polícia Militar em Paço do Lumiar é de apenas seis policiais, sendo dois em viaturas do Maiobão, dois no Conselho Comunitário dos Paranãs e dois em motocicletas, na Comunidade de Pau Deitado.
Porém, segundo a polícia, a proporcionalidade de agentes por habitante é de um policial para cada grupo de mil habitantes. Nesse caso, Paço do Lumiar teria que ter um efetivo total de cem policiais.
A decisão de encaminhar o documento à promotoria foi tomada após reuniões e audiências públicas na comunidade.
(Da Redação)