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Data de Publicação: 20 de fevereiro de 2008
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IMPASSE NO OLHO D’ÁGUA

O proprietário do bar Real, Raimundo Fróes, impediu na manhã de ontem que a empresa Covap, terceirizada da Companhia de Águas e Esgoto do Maranhão (Caema), desse continuidade às obras de conserto da rede de esgotos da Praia do Olho d’Água. O comerciante alega prejuízos causados pela demora na realização da obra. A Covap afirmou que a conclusão dos trabalhos demoraria apenas três horas. Mesmo assim, o proprietário do bar não quis acordo.

Foto:GILSON TEIXEIRA
O bar atrapalha os trabalhos da Caema, e o dono afirma que já teve muitos prejuízos

Segundo Sebastião Souza Cruz, chefe de obras da Covap, ele e sua equipe chegaram à praia por volta das 9h de ontem, e às 11h ainda não tinham conseguido fazer nada no local. “Se o dono do bar não fosse tão relutante, já tínhamos terminado o serviço, que dura cerca de três horas apenas”, explicou.

De acordo com Sebastião, o problema da praia do Olho d’Água é que parte do esgoto do bairro vem sendo jogada no mar, devido a um problema no poço que fica localizado em frente ao bar Real. “O esgoto que deveria ir para a elevatória não consegue passar por causa desse problema. E para resolver, nós teríamos que tirar 15 barracas do bar, para poder ter espaço para realizar as obras. Essas barracas seriam repostas em seguida. Ainda assim, não conseguimos convencer o dono do bar, e por isso estamos aqui parados”, disse o chefe de obras da Covap.

Outro lado – Raimundo Fróes se defendeu e contou que a obra está parada há dois meses, prejudicando o movimento do bar. “Eles vieram aqui, começaram as obras e nunca mais voltaram para concluir o serviço. Tive um prejuízo de cerca de R$ 15 mil, pois fiquei com menos barracas; além disso, o barulho das máquinas no local afastou os clientes. Agora, tenho receio de eles recomeçarem as obras, fazendo com que eu perca mais 15 barracas, e depois sumam sem dar satisfação, me deixando com um prejuízo ainda maior”, argumentou.

O dono bar disse ainda que só autoriza os trabalhos da Covap se for ressarcido dos prejuízos causados anteriormente.

(Da Redação)

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